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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Pico de metano

NASA encontra pico de metano em Marte, sinalizando para potencial sinal de vida no planeta.


O rover Curiosity, da NASA, descobriu “quantidades surpreendentemente altas de metano no ar de Marte” na última quarta-feira (19), no que pode ser potencialmente um sinal de vida no Planeta Vermelho, segundo reportou o New York Times neste sábado (22).
A detecção de metano seria uma grande descoberta, pois, como observado pelo Times, ele decompõe-se no período de alguns séculos devido à luz do Sol e às reações químicas — o que significa que teria que ter sido gerado recentemente em termos históricos. Altos níveis de metano poderiam ser gerados no subsolo por micróbios chamados metanogênicos que sobrevivem sem oxigênio e produzem o gás como subproduto metabólico. O cientista do projeto, Ashwin R. Vasavada, disse à equipe de ciência da Curiosity em um e-mail: “Dado este resultado surpreendente, nós reorganizamos o fim de semana para fazer um experimento de acompanhamento”, escreveu o Times.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Nasa descobre vestígios de lagos na superfície de Marte

Rover Curiosity registra evidências da existência de lagos salgados na Cratera Gale há bilhões de anos.

O rover Curiosity, da Nasa, encontrou sedimentos ricos em sal na Cratera Gale, em Marte, que explora há sete anos. A descoberta indica que a área já teve lagos salgados, os quais passaram por sucessivos ciclos de transbordamento e secagem em virtude de mudanças climáticas. A novidade, apresentada ontem em artigo na revista “Nature Geoscience”, reforça as observações de satélite que indicam que Marte se tornou substancialmente mais seco após a formação da Cratera Gale, cerca de 3,5 bilhões de anos atrás.

A Cratera Gale é o remanescente de um enorme impacto na superfície marciana. Os sedimentos transportados pela água e pelo vento acabaram preenchendo o chão da cratera, camada por camada. Depois que o sedimento endureceu, o vento esculpiu a rocha em camadas no imponente Monte Sharp, no centro da cratera, que o Curiosity está escalando. Cada uma das camadas expostas nas encostas das montanhas revela uma era diferente da história marciana e contém pistas sobre o ambiente predominante na época.


“Fomos à Cratera Gale porque ela preserva esse registro único de Marte em mudança”, disse William Rapin, cientista planetário do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e principal autor do artigo. “Entender quando e como o clima do planeta começou a evoluir é uma peça de outro quebra-cabeça: quando e por quanto tempo Marte foi capaz de suportar a vida microbiana na superfície?”


Datação incerta

Desde sua chegada ao Planeta Vermelho, em 2012, o Curiosity tem subido lentamente as encostas mais baixas do Monte Sharp. À medida que sobe, o rover tem observado sedimentos cada vez mais recentes. Até agora, o veículo espacial subiu várias centenas de metros ao longo de 21 quilômetros de viagem, mas ainda não se sabe quantos anos de estratigrafia isso significa.

“Estamos lutando um pouco com isso, porque as técnicas detalhadas de datação por rochas que usamos na Terra ainda não podem ser transportadas para Marte”, afirmou Rapin. “Mas acreditamos que é da ordem de dezenas de milhares a milhões de anos.”

As camadas rochosas mostram que, durante esse intervalo, as condições marcianas variaram bastante. Exames por espectrômetro revelaram que, nos pontos mais baixos da cratera, onde o Curiosity pousou, há evidências de sedimentos de um lago de água doce. Conforme o Curiosity foi subindo, os sedimentos começaram a mostrar camadas salgadas, indicando que o lago que ocupava o fundo da Cratera Gale há 3,5 bilhões de anos secou o suficiente para que os sais dissolvidos se precipitassem, assim como o cloreto de sódio se precipita pela evaporação da água do mar.

Normalmente, quando um lago seca completamente, deixa pilhas de cristais de sal puro para trás. Mas os sais marcianos são diferentes. Por um lado, são sais minerais, não sal de mesa. Eles também são misturados com sedimentos, sugerindo que se cristalizaram em um ambiente úmido, possivelmente logo abaixo de lagoas rasas e evaporantes cheias de água salgada.

Tais sais, segundo Rapin e seus colegas, fornecem “impressões digitais geoquímicas” das condições antigas dos lagos. No caso da Cratera Gale, essas impressões digitais contam uma história de oscilações repetidas entre água doce, uma impressão digital de tempos de chuva, e água extremamente salina, comparável ao deserto do Altiplano, na Bolívia.


Mudanças

“Isso nos dá um instantâneo de como o clima evoluiu e flutuou em algo progressivamente mais severo”, disse Rapin. “Vemos esses depósitos como evidência da mudança do nível da água e da cristalização do sal.”

Segundo Rapin, essa é uma descoberta importante, em parte porque mostra com que tipo de ambiente a vida – se existisse em Marte – teria de lidar naquele momento.

As rápidas flutuações climáticas podem ter sido causadas por rápidas mudanças no ângulo de rotação de Marte, afirmou o cientista. Hoje, o eixo de rotação do planeta é inclinado em 25°, muito semelhante à inclinação de 23,5° da Terra. Diferentemente do nosso planeta, porém, Marte é propenso a mudanças drásticas de inclinação, o que acarreta alterações drásticas correspondentes em suas estações.


Transição

Quando estava secando, o lago da Cratera Gale já havia perdido bastante de sua atmosfera para o espaço devido à erosão do vento solar. O planeta já vivia o processo de transição de sua juventude quente e úmida para as atuais condições de frio e secura.

O Curiosity já vislumbrou mais camadas inclinadas adiante que contêm sulfato. Os cientistas planejam levar o rover até lá nos próximos dois anos e investigar essas estruturas rochosas. Se elas se formaram em condições mais secas que persistiram por um longo período, isso pode significar que o estrato de argila representa um estágio intermediário – uma porta de entrada para uma era diferente na história aquosa da Cratera Gale.

“Não podemos dizer se ainda estamos vendo depósitos de vento ou rio na unidade de argila, mas estamos confortáveis em dizer que definitivamente não é a mesma coisa que o que veio antes ou o que está por vir”, disse Chris Fedo, especialista em camadas sedimentares da Universidade do Tennessee e membro da equipe de cientistas autores do artigo.



sábado, 20 de julho de 2019

Como será a próxima ida do homem à Lua planejada pela Nasa

O presidente americano Donald Trump quer que os EUA voltem à Lua em 2024 como parte de uma nova era de exploração espacial. Mas o que será necessário para chegar lá? Um veículo de 12 rodas levanta uma nuvem de poeira cinza e deixa marcas no solo ao atravessar um terreno assimétrico. O "caminhão espacial" tem uma cabine pressurizada, permitindo que os dois astronautas dentro dele respirem sem os trajes espaciais. Eles estão cansados depois de passarem um dia todo investigando depósitos de gelo a alguns quilômetros de sua base.

Essa é a lua em 2050

Conforme o veículo passa ao redor de uma enorme cratera, os astronautas veem o brilho de espelhos montados em sua borda. Os espelhos direcionam a luz do sol para a cratera, dando energia para uma operação de mineração para extrair água/gelo do fundo. À esquerda, o caminhão passa por uma área de pouso, onde um veículo de subida aguarda para entrar em órbita.

O veículo para perto dos domos de uma base, localizada no polo sul da Lua. Os astronautas entram em sua habitação através de uma escotilha pressurizada e removem seus trajes empoeirados. Lá dentro, uma estufa abriga uma horta de batata e couve que emite um brilho difuso sob luzes LED. Os astronautas sobem uma escada para o primeiro andar, onde o comandante da base os espera para ouvir o relatório da missão. Cenários como esse são fantasias, por enquanto. Mas esse é um dos jeitos possíveis para os humanos viverem e trabalharem na Lua. Se o objetivo é estabelecer uma base de longo prazo, teremos que aproveitar o que for possível dos recursos lunares para atender nossas necessidades.

Em seu laboratório na Universidade Open, em Milton Keynes, no Reino Unido, a estudante de doutorado Hannah Sargeant está trabalhando para fazer exatamente isso, usando um mineral chamado ilmenita, que é abundante na Lua. Dentro de um forno, a ilmenita é aquecida para extrair oxigênio, que então é combinado com hidrogênio para produzir água. "Há mais de 20 maneiras de obter água de rochas na lua. A ilmenita é interessante porque é muito comum lá e a reação que você precisa consome relativamente pouca energia", explica. Ela diz que está empolgada com a perspectiva da humanidade voltar à superfície da lua pela primeira vez desde 1972.

"Sinto que minha geração definitivamente vai conseguir fazer isso. Estou confiante que isso vai acontecer até o fim da minha vida, que teremos pelo menos uma habitação permanente em órbita ao redor da Lua, com subidas e descidas frequentes para a superfície." Em 2017, o presidente americano Donald Trump aprovou uma diretriz para levar astronautas americanos de volta à Lua e para "outros destinos". A Nasa disse que o objetivo é fazê-lo até 2028. Mas recentemente o governo pediu que a agência espacial americana reduza o prazo para 2024, citando ambições espaciais da China. Não passou despercebido, no entanto, que a data vai coincidir com o fim do segundo mandato de Trump, se ele for reeleito.

Em 2017, o presidente americano Donald Trump aprovou uma diretriz para levar astronautas americanos de volta à Lua e para "outros destinos". A Nasa disse que o objetivo é fazê-lo até 2028. Mas recentemente o governo pediu que a agência espacial americana reduza o prazo para 2024, citando ambições espaciais da China. Não passou despercebido, no entanto, que a data vai coincidir com o fim do segundo mandato de Trump, se ele for reeleito. 

Desta vez, a Nasa quer fazer as coisas de maneira diferente. A Lua é parte de uma ambição mais ampla de explorar o espaço, incluindo Marte. Então parte do plano é estabelecer uma 'parada' no nosso satélite natural.

Nasa

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Sonda da Nasa tira primeira ‘selfie’ em Marte

A sonda InSight, da Nasa, tirou sua primeira “ selfie ” na superfície de Marte, onde chegou no fim do mês passado . Na imagem, montada a partir de 11 fotos captadas pela câmera instalada em seu braço robótico, é possível ver praticamente todo o equipamento, inclusive seus painéis solares, duas estruturas com cerca de 2,2 metros de diâmetro que se estendem de suas laterais como grandes “orelhas”.


A sequência de imagens que permitiu a montagem da selfie da InSight faz parte do levantamento do “espaço de trabalho” que a sonda está fazendo antes de instalar em solo marciano seus dois principais instrumentos, com os quais os cientistas esperam fazer um “raio-X” do interior de Marte para melhor entender como ele passou de, acredita-se, um planeta capaz de abrigar ou mesmo desenvolver vida bilhões de anos atrás ao deserto inóspito de hoje.



Num formato de “crescente” de quatro por dois metros, este “espaço de trabalho” vai receber um sismógrafo para detectar tremores de terra e choques de meteoros e uma perfuratriz que irá penetrar no solo a uma profundidade entre três e cinco metros para medir o escape de calor do interior de Marte. Na selfie , ambos podem ser vistos ainda no deque da sonda antes de serem instalados no solo pelo braço robótico de 1,8 metro: o sismógrafo está na cúpula de metal, enquanto a perfuratriz é o equipamento cor de laranja.

- A quase total ausência de rochas, montes e buracos significa que ele (o espaço de trabalho) será extremamente seguro para nossos instrumentos – avalia Bruce Banerdt, cientista-chefe da missão junto ao Laboratório de Propulsão da Jato da Nasa (JPL). - Poderia parecer um simples terreno plano se não estivéssemos em Marte, mas estamos felizes em ver isto.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Cientista determina que minhocas podem viver em Marte

O biólogo holandês, líder de uma equipe científica da Universidade de Wageningen (Holanda), descobriu que minhocas podem se reproduzir em solo marciano.
Os cientistas conseguiram fazer com que estas criaturas, vitais para sobrevivência de qualquer ecossistema, fossem multiplicadas em um simulador de solo marciano, desenvolvido pela Nasa, segundo um artigo publicado na revista Science Daily, citado pelo RT.
Especialistas colocaram minhocas no simulador e, depois de um tempo, um par de exemplares jovens nasceu.
Experimentos deste tipo são cruciais para determinar se o ser humano pode ou não viver no Planeta Vermelho.
Cientistas estimam que minhocas vão ser um elemento-chave para alimentar seres humanos em Marte no futuro, bem como para propiciar um ecossistema agrícola sustentável, pois vermes destroem e reciclam matéria orgânica morta.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Cientistas encontram vida no espaço fora da Estação Espacial

Nesta segunda-feira (27), a agência de notícias russa TASS divulgou que cosmonautas do país encontraram bactérias vivendo no lado externo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Atualmente, os micro-organismos estão sendo estudados na Terra, de onde elas provavelmente vieram – não, elas não parecem ser alienígenas.
Porém, ninguém sabe exatamente como elas foram parar no casco da ISS e nem como sobreviveram no espaço. As bactérias foram coletadas com auxílio de cotonetes, sendo que elas não estavam ali quando as partes da ISS foram enviadas ao espaço. Acredita-se que, de alguma maneira, elas tenham migrado de tablets e outros materiais durantes caminhadas espaciais.
“Acontece que, de alguma forma, esses cotonetes revelaram bactérias que estavam ausentes durante o lançamento do módulo russo da ISS. Ou seja, elas vieram do espaço exterior e se estabeleceram ao longo da superfície da estação. Agora elas estão sendo estudadas, mas parece que não representam perigo”, disse o astronauta russo Anton Shkaplerov.
Ainda que não sejam seres alienígenas, a existência de bactérias sobrevivendo no vácuo espacial é impressionante, já a amplitude térmica da ISS é gigantesca, podendo ir de -157 °C, no lado escuro, até 121 °C, no lado que recebe os raios solares! Além disso, se realmente forem bactérias terrestres, elas estão a mais de 400 km acima da superfície do planeta.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Organismo dos astronautas que viverem em Marte sofrerá mais do que imaginamos

Por enquanto, a ida do ser humano à Marte é algo que está em fase de planejamento e desenvolvimento, mas tanto a NASA quanto a SpaceX já vêm estudando o quanto a jornada de 200 dias até que os astronautas cheguem o Planeta Vermelho impactará no organismo humano, bem como o que acontecerá com seus corpos depois que estiverem vivendo por lá. E esses danos podem ser maiores do que imaginamos.

Questões como atrofia muscular, perda de estrutura óssea, alta pressão intra-craniana, alta exposição à radiação e problemas psicológicos são algumas das preocupações. Para contornar esses problemas, a NASA vem trabalhando com parceiros em ideias como a de uma espécie de hibernação espacial, bem como habitações marcianas em cavernas protegidas. "Há muitos desafios que nos impedem de chegar lá em um estado saudável", declarou John Bradford, chefe de operações da Spaceworks. Ele é a favor desse estado de hibernação durante a viagem dos astronautas.

A hibernação traz também benefícios psicossociais, já que não se pode entrar em depressão enquanto dorme, além de promover uma redução da pressão intra-crianiana e abrir possibilidade para que seja feita uma espécie de eletroestimulação a fim de reduzir a atrofia muscular e perda óssea, sem que os astronautas sintam dor ou desconforto.

Além disso, a hibernação também pode colaborar para com a redução de gastos com suprimentos alimentares, reduzindo, ainda, os níveis de energia utilizados. Isso porque, durante a hibernação, a temperatura corporal seria reduzida de 37ºC para algo entre 32 e 34ºC. Mas os astronautas entrariam nesse estado de hibernação por duas semanas, acordando por alguns dias para retomar suas funções corporais, e repetindo o processo até chegar a seu destino. Isso representa outros perigos, já que será necessária uma sedação de longo prazo, nutrição e hidratação, além de eliminação de resíduos e controle contínuo de temperatura.

Passada essa fase, chega o momento de viver em Marte, o que trará outros problemas ao corpo humano. De acordo com Laura Kerber, da NASA, "alguns dos maiores desafios são o ambiente de alta pressão, que requer um traje espacial volumoso e pressurizado, além das temperaturas extremamente frias à noite". A agência espacial já vem trabalhando na criação de trajes mais leves para que a locomoção seja possível.

Ainda, a radiação é outro problema para os astronautas que colonizarem Marte, já que o planeta não conta com um campo magnético de proteção como temos aqui na Terra. Outros desafios envolvem a gravidade marciana, que é de um terço da terrestre, e também é preciso saber mais sobre a poeira do planeta para descobrir o quão seguro seria respirá-la acidentalmente, ou, ainda, o que aconteceria com seu contato na nossa pele.

O robô Curiosity, que vem explorando a superfície de Marte há alguns anos, vem estudando questões como radiação, atmosfera e geologia do Planeta Vermelho, mas ainda há muito o que a NASA não conhece para que as futuras missões tripuladas sejam bem-sucedidas no que diz respeito à integridade física dos corajosos astronautas.



Fonte: Engadget

sábado, 28 de outubro de 2017

Viagem sem volta a Marte

Duzentas mil pessoas já se candidataram para participar do projeto Mars One, que em 2023, pretende levar astronautas para colonizar o Planeta Vermelho. A iniciativa desperta apoio e crítica dos cientistas. Sobretudo por selecionar pessoal em competições de reality show de tevê.

Quem quer encarar uma viagem de sete meses até Marte, enfrentar problemas como raios cósmicos e microgravidade e ficar por lá o resto da vida, à temperatura de menos 60º centígrados e sem oxigênio no ar? Até agora, essa proposta, feita pelo projeto Mars One, já seduziu 202.586 pessoas de todo o mundo que, de abril a agosto, se candidataram a integrar a primeira expedição para colonizar Marte. Segundo a coordenação do projeto, representantes de mais de 140 países inscreveram-se para a jornada sem volta. Os Estados Unidos lideram no número de candidatos (24% do total), seguidos por Índia (10%), China (6%), Brasil (5%) e Grã-Bretanha (4%). Em princípio, todos se consideram aptos a integrar a missão. O portal do projeto (www.mars-one.com) fornece informações básicas sobre as condições físicas e psíquicas necessárias, a idade mínima (18 anos) e uma lista de requisitos fundamentais como “resiliência, adaptabilidade, curiosidade, habilidade para confi ar, criatividade e engenhosidade”.

O Comitê de Seleção do Mars One já começou a avaliar as candidaturas. Notifi cados no fim deste ano, os escolhidos deverão apresentar um atestado médico sobre sua saúde e serão entrevistados, em 2014, por um membro do comitê. Em 2015, seis equipes, cada uma com quatro integrantes, serão selecionadas para sete anos de treinamento, e em 2023 a primeira delas deverá chegar a Marte. Outros grupos a seguirão, a intervalos de dois anos, escolhidos por programas regulares de recrutamento que formarão novas equipes.

O Mars One é um sonho antigo do engenheiro mecânico holandês Bas Lansdorp, que em 2011 vendeu sua participação numa companhia de energia eólica para se dedicar ao plano ambicioso de colonizar Marte. No projeto, ele conta com uma equipe na qual desponta o americano Norbert Kraft, com quase 20 anos de trabalho na Nasa e em outras agências espaciais. Médico-chefe da missão, Kraft é especialista no desenvolvimento de programas fisiológicos e psicológicos para combater os efeitos negativos de voos de longa duração. O Mars One conta ainda com consultores internacionais nas áreas relacionadas à missão, como a brasileira ais Russomano, professora-adjunta da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), especializada em medicina aeroespacial, e com “embaixadores” que ajudam a disseminar a iniciativa, como o holandês Gerard ’t Hooft, Prêmio Nobel de Física em 1999.
Evento midiático

Um objetivo o projeto já conquistou: atrair a atenção global do meio acadêmico e da sociedade. “Fiquei ciente do projeto pela internet”, afirma a brasileira ais, que acertou sua participação como consultora numa conversa pessoal com o próprio Lansdorp. A imprensa tem dado ampla divulgação à iniciativa – como a PLANETA está fazendo. “Desde que iniciamos o Mars One, em março de 2011, recebemos apoio de cientistas, engenheiros, empresários e companhias aeroespaciais de todo o mundo”, diz Lansdorp. “O anúncio do nosso plano em maio de 2012 resultou no engajamento do público em geral e no apoio de patrocinadores e investidores.”

A equipe do Mars One garante que a tecnologia disponível já permite viajar para Marte e sobreviver lá. A água, por exemplo, será obtida aquecendo- se as partículas de gelo do subsolo,
condensando o vapor resultante em reservatórios específi cos. Isso também ajudará a produzir ar para a base, juntamente com o nitrogênio e o argônio fi ltrados da atmosfera marciana.
Quando o primeiro grupo chegar a Marte, o sistema de suporte à vida da missão já terá estocado 3 mil litros de água e 120 quilos de oxigênio. Frutas, verduras e legumes cultivados hidroponicamente constituirão o cardápio cotidiano. Além disso, naves levarão abastecimento da Terra em intervalos regulares.

Embora a equipe demonstre constante otimismo, a missão obviamente contém riscos. “Os principais são a exposição à radiação e à microgravidade durante o voo de sete meses (56
milhões de quilômetros de distância), prejudiciais ao sistema músculo esquelético, e o ambiente hostil de Marte, cujo estresse gera questões psicossociais”, avalia ais Russomano. A radiação, que engloba os raios cósmicos galácticos e solares, é considerada pela Nasa (a agência espacial americana) um obstáculo fundamental às viagens espaciais, por aumentar o risco de câncer.

Não é brincadeira. Baseado na missão que levou o veículo motorizado Curiosity a Marte, em 2012, o Southwest Research Institute, dos EUA, calcula que só a viagem até o planeta vermelho importa na absorção de 330 milisieverts de radiação no organismo, o equivalente a uma tomografia de corpo inteiro a cada cinco ou seis dias, durante um ano. Para controlar
o risco de câncer no espaço, as agências espaciais limitam em 1.000 milisieverts a exposição acumulada de uma pessoa em vida. Portanto, tanto as na ves que levarão os astronautas quanto a base marciana exigirão blindagens bem mais resistentes do que as atuais.
Caça ao dinheiro

Uma pergunta crucial em um projeto de tal porte é o custo. Para Lansdorp, a conta bate em US$ 6 bilhões, muito menos do que os US$ 100 bilhões que a Nasa previu gastar em uma
missão tripulada a Marte, em 2009. Mas vale lembrar que a agência espacial americana queria trazer seus astronautas de volta, enquanto o Mars One afi rma que o custo da viagem de regresso inviabilizaria a iniciativa. De qualquer modo, trata-se de uma dinheirama e, como os patrocinadores apresentados no site não têm grande poderio econômico, o Mars One busca
aproveitar toda oportunidade disponível para fazer caixa.

As inscrições, por exemplo, são pagas. Na primeira versão, a taxa variou de US$ 5 (para candidatos da pobre Somália) a US$ 73 (para pretendentes do rico Catar). Os americanos gastaram US$ 38 per capita; os brasileiros, US$ 13. Como em abril Lansdorp disse esperar um milhão de inscrições, já existe um belo buraco no orçamento. Assistir ao documentário One Way Astronaut (Astronauta sem Volta), disponível no site, custa US$ 2,95 (por visualização online) ou US$ 4,95 (por download). No portal também há uma página de doações e uma loja virtual que oferece agasalhos, camisetas, canecas, pôsteres e adesivos com imagens ligadas à missão.

A grande esperança do projeto para obter financiamento é um reality show de tevê e internet no qual os candidatos terão de vencer desafios relacionados à viagem. “Estamos falando sobre criar um grandioso espetáculo de mídia, muito maior do que os pousos na Lua ou as Olimpíadas”, diz Lansdorp. Convenientemente, um dos “embaixadores” do Mars One é o holandês Paul Römer, cocriador do primeiro reality show Big Brother, levado ao ar em mais de 40 países. “Essa missão a Marte pode ser o maior evento de mídia do mundo”, afi rma ele. “A realidade encontra um show de talentos sem final, com o mundo inteiro assistindo.” Lansdorp está em plena negociação com emissoras e patrocinadores.

A ideia é promover seleções regionais, nas quais competirão entre 20 e 40 candidatos. Os telespectadores selecionariam um dos fi nalistas e os especialistas do Mars One escolheriam
os demais. Os eleitos serão distribuídos pelo Comitê de Seleção em grupos, com pessoas de nacionalidades diferentes (toda a comunicação, então, já será feita em inglês), e participarão
de outro reality show, no qual demonstrarão sua capacidade de viver e trabalhar em equipe em condições complexas, em locais que simulam ambientes marcianos.

O desempenho levará à escolha de 24 pessoas, divididas em seis grupos, que serão contratadas pelo Mars One. Em 2015, elas iniciarão o treinamento para a missão. A defi nição sobre qual dos grupos fará a viagem inaugural será outra decisão compartilhada entre o Comitê de Seleção e os espectadores (com mais uma oportunidade de faturar, é claro). “Porque nossa missão é uma missão da humanidade, faremos disso uma decisão democrática”, explica o Mars One em seu site. “As pessoas da Terra votarão em qual grupo terá os primeiros embaixadores da Terra em Marte.”

A retórica não basta para convencer os críticos. Marcos Pontes, o primeiro brasileiro a ir ao espaço, não acredita no sucesso da operação, porque considera inviável o cronograma divulgado pelo Mars One. Para ele, os primeiros exploradores não viveriam mais do que dez anos. “Os tripulantes do projeto irão se sacrifi car pelos outros, pelo futuro”, avalia o astronauta. Numa entrevista à BBC em 2012, Chris Welch, diretor dos Masters Programs da Estação Espacial Internacional, declarou: “Mesmo ignorando a divergência potencial entre a arrecadação do projeto e seus custos e as questões sobre sua viabilidade em longo prazo, a proposta do Mars One não demonstra uma compreensão sufi cientemente profunda dos problemas para propiciar uma confi ança plena de que seria capaz de cumprir seu ambiciosíssimo planejamento”. O tempo vai mostrar, nos próximos anos, qual é o verdadeiro fôlego do sonho de Bas Lansdorp.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O estranho objeto encontrado pela Nasa em Marte

Um robô da Nasa, a agência espacial americana, descobriu o que pode ser um meteorito metálico na superfície de Marte.
Se confirmado, seria o terceiro objeto deste tipo encontrado pelo jeep-robô Curiosity desde agosto de 2012, quando pousou na superfície do planeta.
Uma imagem do objeto, feita no último dia 12 e disponibilizada no site da Nasa, revela que ele já foi "escaneado" pelo raio laser que o veículo usa para vaporizar parte da superfície de amostras, enquanto um espectômetro detecta sua composição através da análise da nuvem de plasma provocada pelo raio.
As imagens sugerem que o suposto meteorito poder ser feito de uma combinação entre ferro e níquel, e se isso for confirmado pela análise dos dados coletados pelo Curiosity, se saberá que ele foi formado a partir do núcleo de um asteroide. As imagens também revelam que o objeto tem sulcos compatíveis com o atrito de entrada na atmosfera de um planeta.
"O objeto foi batizado de Ames Knob e e lembra outro meteorito examinado pelo Curiosity em novembro, e cuja análise revelou uma composição de ferro e níquel", disse Guy Webster, um porta-voz da Nasa, ao site americano IFL Science.
Veículos-robô em Marte já encontraram sete meteoritos metálicos no planeta (pelo menos sete foram localizados por outros veículos americanos, o Opportunity e o Spirit), mas o interessante nisso tudo é essa particularidade de seu perfil. Na Terra, 95% dos meteoritos encontrados são rochosos.
Por quê isso ocorreu? Pode ser fruto da diferença de ambientes entre os dois planetas no que diz respeito à erosão. Ou pelo fato de o terreno escarpado de Marte tornar mais difícil a localização de rochas específicas.
A ausência de oxigênio e água na atmosfera de Marte impede a oxidação de objetos metálicos, que são erodidos pelo vento e mudanças de temperatura.
Observações iniciais das imagens sugerem, de acordo com a revista New Scientist, que o meteorito pode ter caído há relativamente pouco tempo, pois sua superfície parece suave e brilhante - ele ainda não teria sido erodido. Só que também pode se tratar de um meteorito antigo que foi polido pelas violentas tempestades de areia que atingem o planeta.
O Curiosity percorreu mais de 15 km desde que pousou no interior da Cratera Gale, há quatro anos e meio. Os cientistas americanos esperam tentar criar uma linha de tempo para as transformações ambientais sofridas pelo planeta - acredita-se, por exemplo, que a cratera, hoje um imenso deserto assolado por ventos, já foi um imenso lago que poderia ter abrigado algum tipo de vida.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Próxima Missão da NASA a Marte será lançada em 2018

Em dezembro de 2015, tivemos a decepcionante noticia que o lançamento da InSight da NASA, que seria uma missão para investigar as entranhas de Marte, tinha sido adiada para março de 2016 devido a uma falha.
Mas agora temos boas notícias. A NASA deu luz verde para a missão de lançamento em maio de 2018, em meio a algumas preocupações de que a missão pode ser cancelada após o atraso. O cronograma revisto dá a certeza do lançamento da missão, antes de 05 de maio de 2018, chegando a Marte quase sete meses depois, em 26 de Novembro.
InSight (Interior Exploração usando Seismic Investigations Geodésia e transporte de calor) irá estacionar e perfurar 5 metros abaixo da superfície, para medir a temperatura de Marte e estudar a subsuperfície da região. Isto irá aumentar a nossa compreensão não só de Marte, mas também como outros planetas rochosos evoluiram.
A missão foi inicialmente atrasada quando um vazamento de vácuo foi descoberto em um dos seus instrumentos, o Experimento Sísmico para a Estrutura Interior (SEIS), que irá detectar sinais de impactos de meteoritos, e até eventos mais localizados, como tempestades de poeira e deslizamentos de terra. O vazamento fez com que o instrumento teria se tornado inútil em Marte.
“É gratificante saber que estamos a avançar com esta missão importante para nos ajudar a entender melhor as origens de Marte e de todos os planetas rochosos, incluindo a Terra”, disse Geoff Yoder em um comunicado.
Lançamentos a Marte só ocorrem em janelas específicas quando os planetas se alinham para uma viagem mais curta, que ocorre aproximadamente a cada 26 meses, é por isso que a NASA teve de adiar a missão por tanto tempo. Mas, felizmente, esta nova data de lançamento foi aprovada. E esse pode vir a ser um ano movimentado para Marte, com a SpaceX também planejando uma missão, apesar de seu recente acidente como foguete poder complicar as coisas.
A NASA fez notar, porém, que o atraso InSight pode afetar outras missões. O orçamento inicial para a missão foi de US$ 675 milhões, mas este atraso vai adicionar R$ 153,8 milhões, o que pode levar a menos oportunidades para novas missões até 2020.
No entanto, é uma boa notícia para aumentar a nossa compreensão de Marte. Com outro rover da NASA está planejado para 2020, ao lado do rover ExoMars construído na Europa, nós esperamos saber muito mais sobre o Planeta Vermelho, na virada dessa década.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Os cientistas procuram o mistério do coração gelado de Plutão


Os cientistas estão oferecendo vários cenários novos para explicar a formação da característica congelada em forma de coração de Pluto, manchada primeiramente pela nave espacial de New Horizons da NASA em 2015. Os investigadores focalizaram no lobo ocidental do coração, informalmente nomeado Sputnik Planitia, uma bacia profunda que contem três tipos dos ices - nitrogênio congelado, metano e monóxido de carbono - e aparecendo em frente a Charon, a grande e fechada lua de Plutão. Enquanto muitos cientistas suspeitam que a metade ocidental do coração de Plutão se formou dentro de uma bacia criada há muito tempo pelo impacto de um objeto de Cinturão de Kuiper grande em Plutão, pelo menos um novo cenário não requer nenhum impacto.
Pesquisa da Universidade de Maryland, professor de astronomia Douglas Hamilton e New Horizons colegas, publicado esta semana na revista Nature, mostra que essa camada de gelo de nitrogênio poderia ter se formado no início, quando Plutão ainda estava girando rapidamente, e não requerem necessariamente uma bacia de impacto. "Uma vez que o castelo de gelo se forma, ele fornece uma ligeira assimetria que bloqueia ou se afasta de Charon quando o giro de Plutão diminui para coincidir com o movimento orbital da lua", disse Hamilton.  

Plutão e Caronte
O "coração" coberto de gelo de Plutão é claramente visível nesta imagem de falsa cor da nave espacial New Horizons da NASA. O lobo esquerdo, aproximadamente oval, é a bacia informalmente chamada Sputnik Planitia, que aparece diretamente em frente à maior lua de Plutão, Charon, retratada no canto superior esquerdo.
Créditos: NASA / JHUAPL / SwRI
Usando modelos computacionais, Hamilton e co-autores descobriram que a localização inicial de Sputnik Planitia poderia ser explicada pelo complexo clima de Plutão, forçado pela inclinação de 120 graus do eixo de rotação de Plutão. (Para comparação, a inclinação da Terra é de 23,5 graus). Modelagem As temperaturas de Plutão mostraram que, quando calculadas em média sobre a órbita de Plutão de 248 anos, as latitudes próximas a 30 graus norte e sul emergiram como os lugares mais frios, muito mais frios do que os pólos. O gelo teria formado naturalmente em torno destas latitudes, incluindo no centro de Sputnik Planitia, que está localizado a 25 graus de latitude norte.
O modelo de Hamilton também mostrou que um pequeno depósito de gelo naturalmente atrai mais gelo ao refletir luz solar e calor. Como resultado, as temperaturas permanecem baixas, o que atrai mais gelo, eo ciclo se repete. Chamado o efeito albedo fugitivo, esse fenômeno acabaria levando a uma única camada de gelo dominante, como a observada no coração de Plutão. Sob o cenário de Hamilton, a calota de gelo pode ter sido pesada o suficiente para afundar alguns quilômetros ou quilômetros na crosta de Plutão, o que poderia explicar por que Sputnik Planitia é menor do que o terreno circundante.
Outros modelos - também apresentados na edição de 01 de dezembro de Natureza - suportar o cenário bacia de impacto e sugerem a presença de um oceano subsuperficial em Plutão. Um desses artigos, do autor principal Francis Nimmo, da Universidade da Califórnia Santa Cruz, e colegas da New Horizons, modelou como o Sputnik Planitia poderia ter se formado se sua bacia fosse produzida por um impacto, como aquele que criou Charon. Neste cenário, a bacia formou e migrou para sua localização atual depois que Plutão retardou sua rotação. "A migração acontece por causa da massa extra sob Sputnik Planitia", disse Nimmo. "Um impacto irá escavar gelo na superfície, deixando qualquer água debaixo dela aproximar-se mais perto da superfície. Porque a água é mais densa do que o gelo, fornece uma fonte da massa extra para ajudar a conduzir a migração de Sputnik. "
Um oceano sob a superfície pode sobreviver por bilhões de anos devido ao calor produzido pela decomposição radioactiva no interior rochoso de Plutão, disse ele, acrescentando que o recongelamento lento de um oceano também pode explicar a rede de fraturas vistas na superfície de Plutão.
"O Sputnik Planitia é uma das jóias da coroa de Plutão, e entender sua origem é um quebra-cabeça", disse o pesquisador principal do New Horizons, Alan Stern, do Southwest Research Institute, em Boulder, Colorado. "Estes novos documentos nos levam um passo mais perto de desvendar esse mistério. O que causou o Sputnik a se formar, nada como ele existe em qualquer outro lugar no sistema solar. Trabalhar para entender que vai continuar, mas o que quer que a origem é, uma coisa é certa: a exploração de Plutão criou novos quebra-cabeças para 21 st ciência planetária do século. "
Última Atualização: 01 de dezembro de 2016
Editor: Tricia Talbert

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Missão americana Viking na década de 1970 - Fotos de Fobos e Deimos

Os dois primeiros "asteróides" vistos de perto eram duas minúsculas luas de Marte, Phobos e Deimos, como parte da exploração de Marte. Essas luas foram primeiro fotografadas pela missão americana Viking na década de 1970 usando uma lente telescópica. As sucessivas missões de Marte também fotografaram e caracterizaram essas luas.

A origem dessas luas ainda é controversa. Foi longo pensamento que eles são capturados asteróides. No entanto, isso não é universalmente aceito porque esses objetos orbitam mais perto do plano do equador de Marte do que do plano do sistema solar e estão em órbitas quase circulares, pelo que a modelagem do computador não está claro se a órbita de um asteróide capturado poderia eventualmente ter Em tal órbita. Outra possibilidade é que eles formaram a partir do mesmo material em que Marte se formou, ou de material explodido fora de Marte por outros imitações de asteróides.

Os cientistas deduziram que tanto Fobos quanto Deimos estão mais próximos das classes de materiais chondrite carbono C1 e C2.

Ambos os asteróides têm forma irregular. Deimos tem cerca de 8 km x 15 km de tamanho. Phobos é 28 km x 19 km. Para uma comparação de tamanho, a Lua da Terra tem mais de 3000 km de largura (e esférica).

Ambos Phobos e Deimos chegaram perto de ter sido quebrado em fragmentos menores. Deimos tem forma de U de um ângulo. Phobos tem uma cratera de 8 km de largura - quase metade da sua largura - e está coberta de rachaduras de até 100 metros de largura que a superfície em pó tem subsided em, e que é forrado com "grânulos" que são vulcânicas crateras com bordas levantadas Formado como resultado de grandes quantidades de vapor soprando para fora do aquecimento de voláteis internos devido a esse impacto. A gravidade superficial das luas de Marte é tão fraca que você poderia escapar simplesmente saltando da lua com suas pernas. Ou seja, se você encontrou um bom lugar para pular, como eles têm superfícies macias e densidades baixas (apenas cerca de 2 gramas por centímetro cúbico).



quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

NASA retoma planos para explorar Marte em 2018

Apesar de todos os cortes orçamentários realizados pelo presidente norte-americano Barack Obama, parece que a NASA decidiu não engavetar o projeto que levará o homem à Marte.

John Grunsfeld, o chefe de ciências da agência espacial, anunciou que o projeto de exploração a Marte passará por uma revisão que deve incluir contribuições tanto do programa espacial humano como da divisão de tecnologia para ajudar em seu financiamento. No próximo mês, um comitê deve começar a desenvolver os conceitos envolvendo a missão, que poderia ocorrer em 2018 ao custo de 700 milhões de dólares.

Por que 2018?

A escolha do ano de 2018 não foi aleatória. Para enviar qualquer nave ao espaço de maneira mais eficiente, é necessário tirar proveito da chamada órbita de transferência. Ela funciona como uma espécie de janela espacial, e, durante esse período, as naves precisam de muito menos impulso para se desviar da órbita terrestre e entrar na órbita do planeta de destino.

No caso da viagem à Marte, é necessário calcular o ponto exato no espaço onde o planeta vermelho se encontrará quando a espaçonave chegar ao seu destino. Essa janela ocorre uma vez a cada dois anos, com uma possibilidade de lançamento supereficiente a cada 16. A janela que deve ocorrer em 2018 é uma dessas supereficientes.


Elon Musk apresenta proposta da SpaceX para colonizar Marte

O Bilionário Elon Musk apresentou, nesta terça-feira (27), uma proposta de sua empresa SpaceX de como seria possível colonizar Marte e tornar viagens entre o planeta vermelho e a Terra viáveis para uma quantidade grande de passageiros. O principal princípio é o de criar uma nave que possa fazer múltiplas viagens de ida e retorno, e ser abastecida no espaço.
A colonização de Marte, na visão da SpaceX, além da criação de uma cidade autossustentável no planeta, teria de incluir formas de produção de combustível para alimentar as espaçonaves que viajarão de um planeta a outro.

Musk apresentou ilustrações e detalhes técnicos da nave reutilizável, batizada de Sistema de Transporte Interplanetário (ITS, na sigla em inglês). O objetivo é chegar a uma viagem com um custo de US$ 200 mil dólares por pessoa, em naves para cem passageiros. Essas naves viajariam a uma velocidade cruzeiro de 100 mil km/h, demorando entre 80 a 150 dias para viajar da Terra a Marte, dependendo da posição dos planetas.

O sistema não serviria apenas para ir a Marte, mas também a outros planetas. A intenção de Musk é tornar a espécie humana "interplanetária". A apresentação aconteceu num evento de astronáutica em Guadalajara, no México.
A SpaceX planeja enviar uma cápsula não tripulada Dragon a Marte em 2018 com o objetivo de preparar o caminho para uma primeira missão tripulada que partiria da Terra em 2024 e chegaria ao planeta vermelho no ano seguinte.

Proeza

Conseguir chegar a Marte, a uma distância média de 225 milhões de quilômetros da Terra, e viver ali exige uma verdadeira proeza da engenharia e um orçamento imenso. "É improvável que (Musk) seja capaz de levar humanos a Marte em 2025", estima John Logsdon, ex-diretor do Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington.

Logsdon lembra que Musk já programou erroneamente lançamentos de foguetes SpaceX e afirma que a empresa teria que se associar com uma agência espacial governamental para levar adiante uma missão como essa. "Em primeiro lugar há o custo. Estamos falando de dezenas de bilhões de dólares e a SpaceX não tem esta quantidade de dinheiro", afirma o especialista.
Mas reconhece que, embora o cronograma de Musk seja ambicioso, "é emocionante que exista alguém com esta visão" e "todos estamos interessados em ver o que tem em mente e como pode apresentar algo convincente".

A agência espacial americana, Nasa, que também estuda os efeitos no corpo humano de um voo espacial prolongado, anunciou seus próprios planos para enviar missões tripuladas a Marte para a década de 2030.


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

É oficial: Próxima Missão da NASA a Marte será lançada em 2018

Em dezembro de 2015, tivemos a decepcionante noticia que o lançamento da InSight da NASA, que seria uma missão para investigar as entranhas de Marte, tinha sido adiada para março de 2016 devido a uma falha.
Mas agora temos boas notícias. A NASA deu luz verde para a missão de lançamento em maio de 2018, em meio a algumas preocupações de que a missão pode ser cancelada após o atraso. O cronograma revisto dá a certeza do lançamento da missão, antes de 05 de maio de 2018, chegando a Marte quase sete meses depois, em 26 de Novembro.
InSight (Interior Exploração usando Seismic Investigations Geodésia e transporte de calor) irá estacionar e perfurar 5 metros abaixo da superfície, para medir a temperatura de Marte e estudar a subsuperfície da região. Isto irá aumentar a nossa compreensão não só de Marte, mas também como outros planetas rochosos evoluiram.
A missão foi inicialmente atrasada quando um vazamento de vácuo foi descoberto em um dos seus instrumentos, o Experimento Sísmico para a Estrutura Interior (SEIS), que irá detectar sinais de impactos de meteoritos, e até eventos mais localizados, como tempestades de poeira e deslizamentos de terra. O vazamento fez com que o instrumento teria se tornado inútil em Marte.
“É gratificante saber que estamos a avançar com esta missão importante para nos ajudar a entender melhor as origens de Marte e de todos os planetas rochosos, incluindo a Terra”, disse Geoff Yoder em um comunicado.
Lançamentos a Marte só ocorrem em janelas específicas quando os planetas se alinham para uma viagem mais curta, que ocorre aproximadamente a cada 26 meses, é por isso que a NASA teve de adiar a missão por tanto tempo. Mas, felizmente, esta nova data de lançamento foi aprovada. E esse pode vir a ser um ano movimentado para Marte, com a SpaceX também planejando uma missão, apesar de seu recente acidente como foguete poder complicar as coisas.
A NASA fez notar, porém, que o atraso InSight pode afetar outras missões. O orçamento inicial para a missão foi de US$ 675 milhões, mas este atraso vai adicionar R$ 153,8 milhões, o que pode levar a menos oportunidades para novas missões até 2020.
No entanto, é uma boa notícia para aumentar a nossa compreensão de Marte. Com outro rover da NASA está planejado para 2020, ao lado do rover ExoMars construído na Europa, nós esperamos saber muito mais sobre o Planeta Vermelho, na virada dessa década.
Missão InSight para Marte


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Chega ao fim simulação de um ano de viagem a Marte

Terminou neste domingo no Havaí (EUA) um ano de isolamento para seis cientistas que simularam uma estadia em Marte. Os participantes dessa simulação permaneceram isolados em uma barraca –com dimensão de 11 metros de diâmetro e seis metros de altura– perto do vulcão Mauna Loa. A equipe de trabalho incluiu vários especialistas do âmbito da medicina e da física de diversas nacionalidades.

Para recriar as condições de uma futura viagem ao planeta vermelho, os cientistas dispunham de um sistema de comunicações que funcionava com um atraso de 20 minutos, como o que teriam os colonizadores de Marte. Durante sua experiência, os participantes só puderam acessar o exterior com trajes especiais, assim como precisaram administrar os recursos limitados que tinham à disposição –em um entorno sem vida animal nem vegetal ao redor– e trabalhar para evitar conflitos na convivência.

 Imagem aérea registrada pela equipe de simulação no Havaí.
Imagem aérea registrada pela equipe de simulação no Havaí. ANDREJ STEWART
Essa simulação de uma viagem para outro planeta é a segunda mais longa, depois de um projeto de 520 dias realizado na Rússia. Os responsáveis pela equipe havaiana afirmaram que os participantes estão bem. O programa contou com financiamento da NASA.

A pessoa designada à frente do projeto foi a doutora Kim Binsted, professora da Universidade de Havaí. Vários grupos de pesquisa em escala mundial utilizaram as informações recolhidas durante a simulação para realizar estudos de comportamento. Nesses estudos foram usados métodos de realidade virtual (3D) com a família e os amigos da tripulação para mitigar os efeitos do isolamento, além de análises sobre estresse, entre outros aspectos.

Criações similares foram desenvolvidas na mesma ilha do Pacífico com duração de entre quatro e oito meses. Esse enclave geográfico é ideal, uma vez que o solo que existe ao redor do Mauna Loa é parecido com o que os astronautas encontrariam em Marte. Devido à elevação do terreno, pouco se encontra vida vegetal e os cientistas tiveram que sobreviver sem produtos frescos, como aconteceria em uma viagem ao planeta vermelho. Em janeiro do ano que vem começará uma nova missão simulada de oito meses, com duração aproximadamente até janeiro de 2018.




sábado, 16 de janeiro de 2016

Sonda espacial perdida há mais de 10 anos é encontrada em Marte

RIO - Perdida há mais de uma década, a sonda espacial britânica Beagle 2 foi encontrada em Marte por um satélite da Nasa que orbita em torno do planeta vermelho, informou nesta sexta-feira a agência espacial do Reino Unido.

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Em comunicado, a agência esclareceu que a Beagle-2 “foi encontrada parcialmente implantada na superfície do planeta, acabando com o mistério sobre o que ocorreu com a missão há mais de uma década”.

Na época, os cientistas trataram a missão como um fracasso total. Eles perderam contato com o equipamento quando este se preparava para tocar o solo marciano. Presumiu-se, então, que o robô se despedaçara ao bater no chão. A descoberta da Nasa demonstra que o projeto pousou "com êxito" em Marte no Natal de 2003. A nave foi batizada em homenagem ao barco “Beagle” com o qual o pai da teoria da evolução, Charles Darwin, fez suas pesquisas.

Para que pudesse entrar em funcionamento, Beagle 2 precisava se implantar completamente ao solo, uma vez que era necessária a abertura total dos painéis solares para expor a antena RF, que transmitiria os dados e receberia os comandos da Terra.

“Infelizmente, devido à implantação parcial, não será possível ressuscitar a Beagle 2 e recuperar os dados”, lamentou a agência.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/sonda-espacial-perdida-ha-mais-de-10-anos-encontrada-em-marte-15067605#ixzz4Tahqvmgg 
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