quarta-feira, 24 de julho de 2019

sábado, 20 de julho de 2019

Como será a próxima ida do homem à Lua planejada pela Nasa

O presidente americano Donald Trump quer que os EUA voltem à Lua em 2024 como parte de uma nova era de exploração espacial. Mas o que será necessário para chegar lá? Um veículo de 12 rodas levanta uma nuvem de poeira cinza e deixa marcas no solo ao atravessar um terreno assimétrico. O "caminhão espacial" tem uma cabine pressurizada, permitindo que os dois astronautas dentro dele respirem sem os trajes espaciais. Eles estão cansados depois de passarem um dia todo investigando depósitos de gelo a alguns quilômetros de sua base.

Essa é a lua em 2050

Conforme o veículo passa ao redor de uma enorme cratera, os astronautas veem o brilho de espelhos montados em sua borda. Os espelhos direcionam a luz do sol para a cratera, dando energia para uma operação de mineração para extrair água/gelo do fundo. À esquerda, o caminhão passa por uma área de pouso, onde um veículo de subida aguarda para entrar em órbita.

O veículo para perto dos domos de uma base, localizada no polo sul da Lua. Os astronautas entram em sua habitação através de uma escotilha pressurizada e removem seus trajes empoeirados. Lá dentro, uma estufa abriga uma horta de batata e couve que emite um brilho difuso sob luzes LED. Os astronautas sobem uma escada para o primeiro andar, onde o comandante da base os espera para ouvir o relatório da missão. Cenários como esse são fantasias, por enquanto. Mas esse é um dos jeitos possíveis para os humanos viverem e trabalharem na Lua. Se o objetivo é estabelecer uma base de longo prazo, teremos que aproveitar o que for possível dos recursos lunares para atender nossas necessidades.

Em seu laboratório na Universidade Open, em Milton Keynes, no Reino Unido, a estudante de doutorado Hannah Sargeant está trabalhando para fazer exatamente isso, usando um mineral chamado ilmenita, que é abundante na Lua. Dentro de um forno, a ilmenita é aquecida para extrair oxigênio, que então é combinado com hidrogênio para produzir água. "Há mais de 20 maneiras de obter água de rochas na lua. A ilmenita é interessante porque é muito comum lá e a reação que você precisa consome relativamente pouca energia", explica. Ela diz que está empolgada com a perspectiva da humanidade voltar à superfície da lua pela primeira vez desde 1972.

"Sinto que minha geração definitivamente vai conseguir fazer isso. Estou confiante que isso vai acontecer até o fim da minha vida, que teremos pelo menos uma habitação permanente em órbita ao redor da Lua, com subidas e descidas frequentes para a superfície." Em 2017, o presidente americano Donald Trump aprovou uma diretriz para levar astronautas americanos de volta à Lua e para "outros destinos". A Nasa disse que o objetivo é fazê-lo até 2028. Mas recentemente o governo pediu que a agência espacial americana reduza o prazo para 2024, citando ambições espaciais da China. Não passou despercebido, no entanto, que a data vai coincidir com o fim do segundo mandato de Trump, se ele for reeleito.

Em 2017, o presidente americano Donald Trump aprovou uma diretriz para levar astronautas americanos de volta à Lua e para "outros destinos". A Nasa disse que o objetivo é fazê-lo até 2028. Mas recentemente o governo pediu que a agência espacial americana reduza o prazo para 2024, citando ambições espaciais da China. Não passou despercebido, no entanto, que a data vai coincidir com o fim do segundo mandato de Trump, se ele for reeleito. 

Desta vez, a Nasa quer fazer as coisas de maneira diferente. A Lua é parte de uma ambição mais ampla de explorar o espaço, incluindo Marte. Então parte do plano é estabelecer uma 'parada' no nosso satélite natural.

Nasa

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Sonda da Nasa tira primeira ‘selfie’ em Marte

A sonda InSight, da Nasa, tirou sua primeira “ selfie ” na superfície de Marte, onde chegou no fim do mês passado . Na imagem, montada a partir de 11 fotos captadas pela câmera instalada em seu braço robótico, é possível ver praticamente todo o equipamento, inclusive seus painéis solares, duas estruturas com cerca de 2,2 metros de diâmetro que se estendem de suas laterais como grandes “orelhas”.


A sequência de imagens que permitiu a montagem da selfie da InSight faz parte do levantamento do “espaço de trabalho” que a sonda está fazendo antes de instalar em solo marciano seus dois principais instrumentos, com os quais os cientistas esperam fazer um “raio-X” do interior de Marte para melhor entender como ele passou de, acredita-se, um planeta capaz de abrigar ou mesmo desenvolver vida bilhões de anos atrás ao deserto inóspito de hoje.



Num formato de “crescente” de quatro por dois metros, este “espaço de trabalho” vai receber um sismógrafo para detectar tremores de terra e choques de meteoros e uma perfuratriz que irá penetrar no solo a uma profundidade entre três e cinco metros para medir o escape de calor do interior de Marte. Na selfie , ambos podem ser vistos ainda no deque da sonda antes de serem instalados no solo pelo braço robótico de 1,8 metro: o sismógrafo está na cúpula de metal, enquanto a perfuratriz é o equipamento cor de laranja.

- A quase total ausência de rochas, montes e buracos significa que ele (o espaço de trabalho) será extremamente seguro para nossos instrumentos – avalia Bruce Banerdt, cientista-chefe da missão junto ao Laboratório de Propulsão da Jato da Nasa (JPL). - Poderia parecer um simples terreno plano se não estivéssemos em Marte, mas estamos felizes em ver isto.