quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Cientista determina que minhocas podem viver em Marte

O biólogo holandês, líder de uma equipe científica da Universidade de Wageningen (Holanda), descobriu que minhocas podem se reproduzir em solo marciano.
Os cientistas conseguiram fazer com que estas criaturas, vitais para sobrevivência de qualquer ecossistema, fossem multiplicadas em um simulador de solo marciano, desenvolvido pela Nasa, segundo um artigo publicado na revista Science Daily, citado pelo RT.
Especialistas colocaram minhocas no simulador e, depois de um tempo, um par de exemplares jovens nasceu.
Experimentos deste tipo são cruciais para determinar se o ser humano pode ou não viver no Planeta Vermelho.
Cientistas estimam que minhocas vão ser um elemento-chave para alimentar seres humanos em Marte no futuro, bem como para propiciar um ecossistema agrícola sustentável, pois vermes destroem e reciclam matéria orgânica morta.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Cientistas encontram vida no espaço fora da Estação Espacial

Nesta segunda-feira (27), a agência de notícias russa TASS divulgou que cosmonautas do país encontraram bactérias vivendo no lado externo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Atualmente, os micro-organismos estão sendo estudados na Terra, de onde elas provavelmente vieram – não, elas não parecem ser alienígenas.
Porém, ninguém sabe exatamente como elas foram parar no casco da ISS e nem como sobreviveram no espaço. As bactérias foram coletadas com auxílio de cotonetes, sendo que elas não estavam ali quando as partes da ISS foram enviadas ao espaço. Acredita-se que, de alguma maneira, elas tenham migrado de tablets e outros materiais durantes caminhadas espaciais.
“Acontece que, de alguma forma, esses cotonetes revelaram bactérias que estavam ausentes durante o lançamento do módulo russo da ISS. Ou seja, elas vieram do espaço exterior e se estabeleceram ao longo da superfície da estação. Agora elas estão sendo estudadas, mas parece que não representam perigo”, disse o astronauta russo Anton Shkaplerov.
Ainda que não sejam seres alienígenas, a existência de bactérias sobrevivendo no vácuo espacial é impressionante, já a amplitude térmica da ISS é gigantesca, podendo ir de -157 °C, no lado escuro, até 121 °C, no lado que recebe os raios solares! Além disso, se realmente forem bactérias terrestres, elas estão a mais de 400 km acima da superfície do planeta.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Organismo dos astronautas que viverem em Marte sofrerá mais do que imaginamos

Por enquanto, a ida do ser humano à Marte é algo que está em fase de planejamento e desenvolvimento, mas tanto a NASA quanto a SpaceX já vêm estudando o quanto a jornada de 200 dias até que os astronautas cheguem o Planeta Vermelho impactará no organismo humano, bem como o que acontecerá com seus corpos depois que estiverem vivendo por lá. E esses danos podem ser maiores do que imaginamos.

Questões como atrofia muscular, perda de estrutura óssea, alta pressão intra-craniana, alta exposição à radiação e problemas psicológicos são algumas das preocupações. Para contornar esses problemas, a NASA vem trabalhando com parceiros em ideias como a de uma espécie de hibernação espacial, bem como habitações marcianas em cavernas protegidas. "Há muitos desafios que nos impedem de chegar lá em um estado saudável", declarou John Bradford, chefe de operações da Spaceworks. Ele é a favor desse estado de hibernação durante a viagem dos astronautas.

A hibernação traz também benefícios psicossociais, já que não se pode entrar em depressão enquanto dorme, além de promover uma redução da pressão intra-crianiana e abrir possibilidade para que seja feita uma espécie de eletroestimulação a fim de reduzir a atrofia muscular e perda óssea, sem que os astronautas sintam dor ou desconforto.

Além disso, a hibernação também pode colaborar para com a redução de gastos com suprimentos alimentares, reduzindo, ainda, os níveis de energia utilizados. Isso porque, durante a hibernação, a temperatura corporal seria reduzida de 37ºC para algo entre 32 e 34ºC. Mas os astronautas entrariam nesse estado de hibernação por duas semanas, acordando por alguns dias para retomar suas funções corporais, e repetindo o processo até chegar a seu destino. Isso representa outros perigos, já que será necessária uma sedação de longo prazo, nutrição e hidratação, além de eliminação de resíduos e controle contínuo de temperatura.

Passada essa fase, chega o momento de viver em Marte, o que trará outros problemas ao corpo humano. De acordo com Laura Kerber, da NASA, "alguns dos maiores desafios são o ambiente de alta pressão, que requer um traje espacial volumoso e pressurizado, além das temperaturas extremamente frias à noite". A agência espacial já vem trabalhando na criação de trajes mais leves para que a locomoção seja possível.

Ainda, a radiação é outro problema para os astronautas que colonizarem Marte, já que o planeta não conta com um campo magnético de proteção como temos aqui na Terra. Outros desafios envolvem a gravidade marciana, que é de um terço da terrestre, e também é preciso saber mais sobre a poeira do planeta para descobrir o quão seguro seria respirá-la acidentalmente, ou, ainda, o que aconteceria com seu contato na nossa pele.

O robô Curiosity, que vem explorando a superfície de Marte há alguns anos, vem estudando questões como radiação, atmosfera e geologia do Planeta Vermelho, mas ainda há muito o que a NASA não conhece para que as futuras missões tripuladas sejam bem-sucedidas no que diz respeito à integridade física dos corajosos astronautas.



Fonte: Engadget

sábado, 28 de outubro de 2017

Viagem sem volta a Marte

Duzentas mil pessoas já se candidataram para participar do projeto Mars One, que em 2023, pretende levar astronautas para colonizar o Planeta Vermelho. A iniciativa desperta apoio e crítica dos cientistas. Sobretudo por selecionar pessoal em competições de reality show de tevê.

Quem quer encarar uma viagem de sete meses até Marte, enfrentar problemas como raios cósmicos e microgravidade e ficar por lá o resto da vida, à temperatura de menos 60º centígrados e sem oxigênio no ar? Até agora, essa proposta, feita pelo projeto Mars One, já seduziu 202.586 pessoas de todo o mundo que, de abril a agosto, se candidataram a integrar a primeira expedição para colonizar Marte. Segundo a coordenação do projeto, representantes de mais de 140 países inscreveram-se para a jornada sem volta. Os Estados Unidos lideram no número de candidatos (24% do total), seguidos por Índia (10%), China (6%), Brasil (5%) e Grã-Bretanha (4%). Em princípio, todos se consideram aptos a integrar a missão. O portal do projeto (www.mars-one.com) fornece informações básicas sobre as condições físicas e psíquicas necessárias, a idade mínima (18 anos) e uma lista de requisitos fundamentais como “resiliência, adaptabilidade, curiosidade, habilidade para confi ar, criatividade e engenhosidade”.

O Comitê de Seleção do Mars One já começou a avaliar as candidaturas. Notifi cados no fim deste ano, os escolhidos deverão apresentar um atestado médico sobre sua saúde e serão entrevistados, em 2014, por um membro do comitê. Em 2015, seis equipes, cada uma com quatro integrantes, serão selecionadas para sete anos de treinamento, e em 2023 a primeira delas deverá chegar a Marte. Outros grupos a seguirão, a intervalos de dois anos, escolhidos por programas regulares de recrutamento que formarão novas equipes.

O Mars One é um sonho antigo do engenheiro mecânico holandês Bas Lansdorp, que em 2011 vendeu sua participação numa companhia de energia eólica para se dedicar ao plano ambicioso de colonizar Marte. No projeto, ele conta com uma equipe na qual desponta o americano Norbert Kraft, com quase 20 anos de trabalho na Nasa e em outras agências espaciais. Médico-chefe da missão, Kraft é especialista no desenvolvimento de programas fisiológicos e psicológicos para combater os efeitos negativos de voos de longa duração. O Mars One conta ainda com consultores internacionais nas áreas relacionadas à missão, como a brasileira ais Russomano, professora-adjunta da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), especializada em medicina aeroespacial, e com “embaixadores” que ajudam a disseminar a iniciativa, como o holandês Gerard ’t Hooft, Prêmio Nobel de Física em 1999.
Evento midiático

Um objetivo o projeto já conquistou: atrair a atenção global do meio acadêmico e da sociedade. “Fiquei ciente do projeto pela internet”, afirma a brasileira ais, que acertou sua participação como consultora numa conversa pessoal com o próprio Lansdorp. A imprensa tem dado ampla divulgação à iniciativa – como a PLANETA está fazendo. “Desde que iniciamos o Mars One, em março de 2011, recebemos apoio de cientistas, engenheiros, empresários e companhias aeroespaciais de todo o mundo”, diz Lansdorp. “O anúncio do nosso plano em maio de 2012 resultou no engajamento do público em geral e no apoio de patrocinadores e investidores.”

A equipe do Mars One garante que a tecnologia disponível já permite viajar para Marte e sobreviver lá. A água, por exemplo, será obtida aquecendo- se as partículas de gelo do subsolo,
condensando o vapor resultante em reservatórios específi cos. Isso também ajudará a produzir ar para a base, juntamente com o nitrogênio e o argônio fi ltrados da atmosfera marciana.
Quando o primeiro grupo chegar a Marte, o sistema de suporte à vida da missão já terá estocado 3 mil litros de água e 120 quilos de oxigênio. Frutas, verduras e legumes cultivados hidroponicamente constituirão o cardápio cotidiano. Além disso, naves levarão abastecimento da Terra em intervalos regulares.

Embora a equipe demonstre constante otimismo, a missão obviamente contém riscos. “Os principais são a exposição à radiação e à microgravidade durante o voo de sete meses (56
milhões de quilômetros de distância), prejudiciais ao sistema músculo esquelético, e o ambiente hostil de Marte, cujo estresse gera questões psicossociais”, avalia ais Russomano. A radiação, que engloba os raios cósmicos galácticos e solares, é considerada pela Nasa (a agência espacial americana) um obstáculo fundamental às viagens espaciais, por aumentar o risco de câncer.

Não é brincadeira. Baseado na missão que levou o veículo motorizado Curiosity a Marte, em 2012, o Southwest Research Institute, dos EUA, calcula que só a viagem até o planeta vermelho importa na absorção de 330 milisieverts de radiação no organismo, o equivalente a uma tomografia de corpo inteiro a cada cinco ou seis dias, durante um ano. Para controlar
o risco de câncer no espaço, as agências espaciais limitam em 1.000 milisieverts a exposição acumulada de uma pessoa em vida. Portanto, tanto as na ves que levarão os astronautas quanto a base marciana exigirão blindagens bem mais resistentes do que as atuais.
Caça ao dinheiro

Uma pergunta crucial em um projeto de tal porte é o custo. Para Lansdorp, a conta bate em US$ 6 bilhões, muito menos do que os US$ 100 bilhões que a Nasa previu gastar em uma
missão tripulada a Marte, em 2009. Mas vale lembrar que a agência espacial americana queria trazer seus astronautas de volta, enquanto o Mars One afi rma que o custo da viagem de regresso inviabilizaria a iniciativa. De qualquer modo, trata-se de uma dinheirama e, como os patrocinadores apresentados no site não têm grande poderio econômico, o Mars One busca
aproveitar toda oportunidade disponível para fazer caixa.

As inscrições, por exemplo, são pagas. Na primeira versão, a taxa variou de US$ 5 (para candidatos da pobre Somália) a US$ 73 (para pretendentes do rico Catar). Os americanos gastaram US$ 38 per capita; os brasileiros, US$ 13. Como em abril Lansdorp disse esperar um milhão de inscrições, já existe um belo buraco no orçamento. Assistir ao documentário One Way Astronaut (Astronauta sem Volta), disponível no site, custa US$ 2,95 (por visualização online) ou US$ 4,95 (por download). No portal também há uma página de doações e uma loja virtual que oferece agasalhos, camisetas, canecas, pôsteres e adesivos com imagens ligadas à missão.

A grande esperança do projeto para obter financiamento é um reality show de tevê e internet no qual os candidatos terão de vencer desafios relacionados à viagem. “Estamos falando sobre criar um grandioso espetáculo de mídia, muito maior do que os pousos na Lua ou as Olimpíadas”, diz Lansdorp. Convenientemente, um dos “embaixadores” do Mars One é o holandês Paul Römer, cocriador do primeiro reality show Big Brother, levado ao ar em mais de 40 países. “Essa missão a Marte pode ser o maior evento de mídia do mundo”, afi rma ele. “A realidade encontra um show de talentos sem final, com o mundo inteiro assistindo.” Lansdorp está em plena negociação com emissoras e patrocinadores.

A ideia é promover seleções regionais, nas quais competirão entre 20 e 40 candidatos. Os telespectadores selecionariam um dos fi nalistas e os especialistas do Mars One escolheriam
os demais. Os eleitos serão distribuídos pelo Comitê de Seleção em grupos, com pessoas de nacionalidades diferentes (toda a comunicação, então, já será feita em inglês), e participarão
de outro reality show, no qual demonstrarão sua capacidade de viver e trabalhar em equipe em condições complexas, em locais que simulam ambientes marcianos.

O desempenho levará à escolha de 24 pessoas, divididas em seis grupos, que serão contratadas pelo Mars One. Em 2015, elas iniciarão o treinamento para a missão. A defi nição sobre qual dos grupos fará a viagem inaugural será outra decisão compartilhada entre o Comitê de Seleção e os espectadores (com mais uma oportunidade de faturar, é claro). “Porque nossa missão é uma missão da humanidade, faremos disso uma decisão democrática”, explica o Mars One em seu site. “As pessoas da Terra votarão em qual grupo terá os primeiros embaixadores da Terra em Marte.”

A retórica não basta para convencer os críticos. Marcos Pontes, o primeiro brasileiro a ir ao espaço, não acredita no sucesso da operação, porque considera inviável o cronograma divulgado pelo Mars One. Para ele, os primeiros exploradores não viveriam mais do que dez anos. “Os tripulantes do projeto irão se sacrifi car pelos outros, pelo futuro”, avalia o astronauta. Numa entrevista à BBC em 2012, Chris Welch, diretor dos Masters Programs da Estação Espacial Internacional, declarou: “Mesmo ignorando a divergência potencial entre a arrecadação do projeto e seus custos e as questões sobre sua viabilidade em longo prazo, a proposta do Mars One não demonstra uma compreensão sufi cientemente profunda dos problemas para propiciar uma confi ança plena de que seria capaz de cumprir seu ambiciosíssimo planejamento”. O tempo vai mostrar, nos próximos anos, qual é o verdadeiro fôlego do sonho de Bas Lansdorp.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O estranho objeto encontrado pela Nasa em Marte

Um robô da Nasa, a agência espacial americana, descobriu o que pode ser um meteorito metálico na superfície de Marte.
Se confirmado, seria o terceiro objeto deste tipo encontrado pelo jeep-robô Curiosity desde agosto de 2012, quando pousou na superfície do planeta.
Uma imagem do objeto, feita no último dia 12 e disponibilizada no site da Nasa, revela que ele já foi "escaneado" pelo raio laser que o veículo usa para vaporizar parte da superfície de amostras, enquanto um espectômetro detecta sua composição através da análise da nuvem de plasma provocada pelo raio.
As imagens sugerem que o suposto meteorito poder ser feito de uma combinação entre ferro e níquel, e se isso for confirmado pela análise dos dados coletados pelo Curiosity, se saberá que ele foi formado a partir do núcleo de um asteroide. As imagens também revelam que o objeto tem sulcos compatíveis com o atrito de entrada na atmosfera de um planeta.
"O objeto foi batizado de Ames Knob e e lembra outro meteorito examinado pelo Curiosity em novembro, e cuja análise revelou uma composição de ferro e níquel", disse Guy Webster, um porta-voz da Nasa, ao site americano IFL Science.
Veículos-robô em Marte já encontraram sete meteoritos metálicos no planeta (pelo menos sete foram localizados por outros veículos americanos, o Opportunity e o Spirit), mas o interessante nisso tudo é essa particularidade de seu perfil. Na Terra, 95% dos meteoritos encontrados são rochosos.
Por quê isso ocorreu? Pode ser fruto da diferença de ambientes entre os dois planetas no que diz respeito à erosão. Ou pelo fato de o terreno escarpado de Marte tornar mais difícil a localização de rochas específicas.
A ausência de oxigênio e água na atmosfera de Marte impede a oxidação de objetos metálicos, que são erodidos pelo vento e mudanças de temperatura.
Observações iniciais das imagens sugerem, de acordo com a revista New Scientist, que o meteorito pode ter caído há relativamente pouco tempo, pois sua superfície parece suave e brilhante - ele ainda não teria sido erodido. Só que também pode se tratar de um meteorito antigo que foi polido pelas violentas tempestades de areia que atingem o planeta.
O Curiosity percorreu mais de 15 km desde que pousou no interior da Cratera Gale, há quatro anos e meio. Os cientistas americanos esperam tentar criar uma linha de tempo para as transformações ambientais sofridas pelo planeta - acredita-se, por exemplo, que a cratera, hoje um imenso deserto assolado por ventos, já foi um imenso lago que poderia ter abrigado algum tipo de vida.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Próxima Missão da NASA a Marte será lançada em 2018

Em dezembro de 2015, tivemos a decepcionante noticia que o lançamento da InSight da NASA, que seria uma missão para investigar as entranhas de Marte, tinha sido adiada para março de 2016 devido a uma falha.
Mas agora temos boas notícias. A NASA deu luz verde para a missão de lançamento em maio de 2018, em meio a algumas preocupações de que a missão pode ser cancelada após o atraso. O cronograma revisto dá a certeza do lançamento da missão, antes de 05 de maio de 2018, chegando a Marte quase sete meses depois, em 26 de Novembro.
InSight (Interior Exploração usando Seismic Investigations Geodésia e transporte de calor) irá estacionar e perfurar 5 metros abaixo da superfície, para medir a temperatura de Marte e estudar a subsuperfície da região. Isto irá aumentar a nossa compreensão não só de Marte, mas também como outros planetas rochosos evoluiram.
A missão foi inicialmente atrasada quando um vazamento de vácuo foi descoberto em um dos seus instrumentos, o Experimento Sísmico para a Estrutura Interior (SEIS), que irá detectar sinais de impactos de meteoritos, e até eventos mais localizados, como tempestades de poeira e deslizamentos de terra. O vazamento fez com que o instrumento teria se tornado inútil em Marte.
“É gratificante saber que estamos a avançar com esta missão importante para nos ajudar a entender melhor as origens de Marte e de todos os planetas rochosos, incluindo a Terra”, disse Geoff Yoder em um comunicado.
Lançamentos a Marte só ocorrem em janelas específicas quando os planetas se alinham para uma viagem mais curta, que ocorre aproximadamente a cada 26 meses, é por isso que a NASA teve de adiar a missão por tanto tempo. Mas, felizmente, esta nova data de lançamento foi aprovada. E esse pode vir a ser um ano movimentado para Marte, com a SpaceX também planejando uma missão, apesar de seu recente acidente como foguete poder complicar as coisas.
A NASA fez notar, porém, que o atraso InSight pode afetar outras missões. O orçamento inicial para a missão foi de US$ 675 milhões, mas este atraso vai adicionar R$ 153,8 milhões, o que pode levar a menos oportunidades para novas missões até 2020.
No entanto, é uma boa notícia para aumentar a nossa compreensão de Marte. Com outro rover da NASA está planejado para 2020, ao lado do rover ExoMars construído na Europa, nós esperamos saber muito mais sobre o Planeta Vermelho, na virada dessa década.

quarta-feira, 8 de março de 2017

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Satélites de Marte

Marte possui dois pequenos satélites conhecidos, Fobos e Deimos, os quais acredita-se serem asteróides capturados. Ambos os satélites foram descobertos em 1877 por Asaph Hall, e receberam o nome em homenagem às figuras mitológicas Fobos (medo/fobia) e Deimos (terror/pavor) os quais, na mitologia grega, acompanhavam seu pai Ares, deus da guerra, nas batalhas. Ares era conhecido como Marte pelos romanos.

História

Asaph Hall, descobridor das duas luas marcianas.
A descoberta das duas luas de Marte, Fobos e Deimos, ocorreu em 1877 quando o astrônomo americano Asaph Hall os identificou após uma longa busca, apesar do fato de suas existências terem sido especuladas antes.

Especulações anteriores[editar | editar código-fonte]
A possibilidade das luas marcianas foi especulada muito antes da descoberta de Hall. O astrônomo Johannes Kepler (1571–1630) até mesmo previu o número corretamente, apesar de sua lógica inconsistente: ele escreveu que, levando em conta que Júpiter tinha quatro luas conhecidas e a Terra tinha uma, seria apenas natural que Marte tivesse duas.[1]

Talvez inspirado por Kepler, a sátira de Jonathan Swift, As viagens de Gulliver (1726) faz referência a duas luas no Capítulo 3 da Parte 3 (a "Viagem a Laputa"), na qual os astrônomos de Laputa são descritos como tendo descoberto dois satélites de Marte orbitando à distância de 3 e 5 diâmetros marcianos, e períodos de 10 e 21.5 horas, respectivamente. As verdadeiras distâncias orbitais e períodos de Fobos e Deimos de 1.4 e 3.5 diâmetros marcianos, e 7.6 e 30.3 horas, respectivamente, não são remotamente próximas daquelas dos satélites fictícios de Swift.[1] Na curta estória de 1750 escrita por Voltaire, Micromégas, sobre um viajante alienígena na Terra, também há referência a duas luas em Marte. Voltaire teria sido presumivelmente influenciado por Swift.[2] Em reconhecimento a essas 'previsões', duas crateras em Deimos receberam os nomes Swift e Voltaire.

Descoberta

O tamanho relativo e a distância entre Marte, Fobos e Deimos, em escala.
Hall descobriu Deimos em 12 de agosto de 1877 a aproximadamente 07:48 UTC e Fobos em 18 de agosto de 1877, no Observatório Naval dos Estados Unidos em Washington, D.C., por volta de 09:14 GMT (fontes contemporâneas, utilizando as convenções astronômicas anteriores a 1925 nos quais o dia começava ao meio-dia, datam a descoberta em 11 de agosto às 14:40 e 17 de agosto às 16:06 (horário de Washington) respectivamente).[3][4][5] Na época, ele estava deliberadamente procurando pelas luas marcianas. Hall já havia avistado o que parecia ser uma lua marciana em 10 de agosto, mas devido ao mau tempo, ele não as pode identificar no momento.

Hall registrou sua descoberta de Fobos em seu caderno da seguinte maneira::[6]

Eu repeti a examinação no início da noite de 11 de agosto, e mais uma vez nada encontrei, mas tentando novamente algumas horas mais tarde eu encontrei um objeto indo para o lado, ligeiramente a norte do planeta. Eu mal tive tempo para observar sua posição quando a neblina vinda do rio me impediu de concluir o trabalho. Era duas e meia da madrugada na noite do dia 11. O tempo nublado atrapalhou por vários dias.
Em 15 de agosto o tempo parecia mais promissor, eu dormi no observatório, o céu clareou após uma tempestade de trovões às 11 horas e o trabalho foi resumido. A atmosfera no entanto se encontrava em más condições e Marte estava tão brilhante e instável que nada podia ser visto do objeto, o qual nós agora sabíamos estaria tão próximo ao planeta que seria impossível observá-lo.
Em 16 de agosto o objeto foi encontrado mais uma vez no outro lado do planeta e as observações daquela noite mostraram que ele se movia junto com o planeta, e se fosse um satélite, estava próximo de seu alongamento máximo. Até então eu não havia dito nada a ninguém da minha busca por um satélite em Marte, mas ao deixar o observatório após essas observações do dia 16, por volta de três da manhã, eu contei a meu assistente, George Anderson, o qual eu mostrara o objeto, que eu havia descoberto um satélite em Marte. Eu também o disse para ficar calado por que eu não queria tornar este fato público até que não restassem quaisquer dúvidas sobre isso. Ele não disse nada, mas era algo tão empolgante que eu mesmo acabei deixando escapar. Em 17 de agosto entre uma e duas horas, enquanto eu estava terminando minhas observações, o Professor Newcomb entrou na sala para comer seu lanche e eu o mostrei minhas medidas do pálido objeto próximo a Marte o qual foi provado que movia junto ao planeta.
Em 17 de agosto enquanto eu aguardava e observava pela lua mais afastada, uma lua mais próxima foi descoberta. As observações dos dias 17 e 18 puseram fim a qualquer dúvida o caráter desses objetos e a descoberta foi publicamente anunciada pelo Almirante Rodgers.
Os nomes, originalmente escritos Phobus e Deimus, respectivamente, foram sugeridos por Henry Madan (1838–1901), Mestre em Ciências de Eton, do Livro XV da Ilíada, onde Ares convoca o Medo e o Pavor.[7]

O embuste das luas de Marte[editar | editar código-fonte]
Em 1959, Walter Scott Houston publicou um celebrado embuste no dia da mentira, na edição de abril do Great Plains Observer, anunciando que "Dr. Arthur Hayall, da Universidade de Sierras constatou que as luas de Marte são na verdade satélites artificiais". Tanto o doutor Hayall quanto a Universidade de Sierras eram fictícios. O embuste ganhou fama mundial quando o anúncio de Houston foi repetido, aparentemente de maneira séria, por um cientista soviético, Iosif Shklovsky.[8]

Pesquisas recentes

Pesquisas têm sido conduzidas na busca por satélites adicionais. Mais recentemente, Scott S. Sheppard e David C. Jewitt examinaram a esfera de Hill de Marte na busca por satélites adicionais. A busca cobriu quase toda a esfera de Hill, mas a luz difusa de Marte excluiu os poucos arcominutos na orbita mais internas, onde Fobos e Deimos residem. Nenhum satélite novo foi descoberto em uma magnitude vermelha limitante de 23.5, a qual corresponde a um rádio de 0.09 km usando um albedo de 0.07.[9]

Características

Se visto a partir da superfície de Marte próximo ao equador, Fobos completamente iluminado parece ter um tamanho três vezes menor que a Lua cheia vista da Terra. O satélite tem um diâmetro angular de entre 8' (ascendente) e 12' (apogeu). Ele pareceria ainda menor para um observador distante do equador Marciano, e é completamente invisível (sempre abaixo do horizonte) das capas polares de Marte. Deimos mais parece uma estrela brilhante para um observador de Marte, apenas um pouco maior que Vênus visto da Terra; possuindo um diâmetro angular de aproximadamente 2'. Em contraste o diâmetro angular do Sol visto de Marte é de aproximadamente 21'. Dessa forma não há eclipses solares totais em Marte, tendo em vista que as luas são pequenas demais para cobrir completamente a superfície do Sol. Por outro lado eclipses lunares totais de Fobos são bastante comuns, ocorrendo quase toda noite.[10] Ver também Trânsito de Fobos em Marte e Trânsito de Deimos em Marte para eventos semelhantes a eclipses.

Os movimentos de Fobos e Deimos pareceriam muito diferentes daquele da Lua terrestre. Fobos se move rapidamente e nasce a oeste e se põe a leste, e se levanta novamente apenas onze horas depois, enquanto Deimos, estando um pouco fora da órbita sincronizada, nasce como poderia-se esperar a leste mas bastante devagar. Apesar de sua órbita de 30 horas, Deimos leva 2.7 dias para se por a oeste devido a sua rotação ser mais lenta que de Marte, o que também atrasa seu ressurgimento no céu.

Ambas as luas apresentam o acoplamento de maré, sempre apresentando a mesma face para Marte. Devido ao fato de Fobos orbitar Marte mais rápido que o planeta em si, forças do maré estão aos poucos, mas continuamente diminuindo seu raio orbital. Em algum ponto no futuro, quando este se aproximar de Marte próximo o bastante (ver limite de Roche), Fobos será partido por essas forças de maré.[11] Várias faixas de crateras na superfície de Marte, inclinadas mais distante do equador, sugerem que pode ter havido outras pequenas luas que tiveram o mesmo destino esperado para Fobos, e também que a crosta de Marte como um todo mudou no intervalo desses eventos.[12] Deimos, por outro lado, se encontra tão distante que, diferentemente de Fobos sua orbita está lentamente se alargando,[13] assim como a Lua terrestre.

Satélite Fobos de Marte

Satélite Deimos de Marte

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Janela 20 - m25


Fonte: Google Earth

Analise do Blogueiro:
A imagem revela o trajeto feito pelo rover durante a sua subida ao morro.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Os cientistas procuram o mistério do coração gelado de Plutão


Os cientistas estão oferecendo vários cenários novos para explicar a formação da característica congelada em forma de coração de Pluto, manchada primeiramente pela nave espacial de New Horizons da NASA em 2015. Os investigadores focalizaram no lobo ocidental do coração, informalmente nomeado Sputnik Planitia, uma bacia profunda que contem três tipos dos ices - nitrogênio congelado, metano e monóxido de carbono - e aparecendo em frente a Charon, a grande e fechada lua de Plutão. Enquanto muitos cientistas suspeitam que a metade ocidental do coração de Plutão se formou dentro de uma bacia criada há muito tempo pelo impacto de um objeto de Cinturão de Kuiper grande em Plutão, pelo menos um novo cenário não requer nenhum impacto.
Pesquisa da Universidade de Maryland, professor de astronomia Douglas Hamilton e New Horizons colegas, publicado esta semana na revista Nature, mostra que essa camada de gelo de nitrogênio poderia ter se formado no início, quando Plutão ainda estava girando rapidamente, e não requerem necessariamente uma bacia de impacto. "Uma vez que o castelo de gelo se forma, ele fornece uma ligeira assimetria que bloqueia ou se afasta de Charon quando o giro de Plutão diminui para coincidir com o movimento orbital da lua", disse Hamilton.  

Plutão e Caronte
O "coração" coberto de gelo de Plutão é claramente visível nesta imagem de falsa cor da nave espacial New Horizons da NASA. O lobo esquerdo, aproximadamente oval, é a bacia informalmente chamada Sputnik Planitia, que aparece diretamente em frente à maior lua de Plutão, Charon, retratada no canto superior esquerdo.
Créditos: NASA / JHUAPL / SwRI
Usando modelos computacionais, Hamilton e co-autores descobriram que a localização inicial de Sputnik Planitia poderia ser explicada pelo complexo clima de Plutão, forçado pela inclinação de 120 graus do eixo de rotação de Plutão. (Para comparação, a inclinação da Terra é de 23,5 graus). Modelagem As temperaturas de Plutão mostraram que, quando calculadas em média sobre a órbita de Plutão de 248 anos, as latitudes próximas a 30 graus norte e sul emergiram como os lugares mais frios, muito mais frios do que os pólos. O gelo teria formado naturalmente em torno destas latitudes, incluindo no centro de Sputnik Planitia, que está localizado a 25 graus de latitude norte.
O modelo de Hamilton também mostrou que um pequeno depósito de gelo naturalmente atrai mais gelo ao refletir luz solar e calor. Como resultado, as temperaturas permanecem baixas, o que atrai mais gelo, eo ciclo se repete. Chamado o efeito albedo fugitivo, esse fenômeno acabaria levando a uma única camada de gelo dominante, como a observada no coração de Plutão. Sob o cenário de Hamilton, a calota de gelo pode ter sido pesada o suficiente para afundar alguns quilômetros ou quilômetros na crosta de Plutão, o que poderia explicar por que Sputnik Planitia é menor do que o terreno circundante.
Outros modelos - também apresentados na edição de 01 de dezembro de Natureza - suportar o cenário bacia de impacto e sugerem a presença de um oceano subsuperficial em Plutão. Um desses artigos, do autor principal Francis Nimmo, da Universidade da Califórnia Santa Cruz, e colegas da New Horizons, modelou como o Sputnik Planitia poderia ter se formado se sua bacia fosse produzida por um impacto, como aquele que criou Charon. Neste cenário, a bacia formou e migrou para sua localização atual depois que Plutão retardou sua rotação. "A migração acontece por causa da massa extra sob Sputnik Planitia", disse Nimmo. "Um impacto irá escavar gelo na superfície, deixando qualquer água debaixo dela aproximar-se mais perto da superfície. Porque a água é mais densa do que o gelo, fornece uma fonte da massa extra para ajudar a conduzir a migração de Sputnik. "
Um oceano sob a superfície pode sobreviver por bilhões de anos devido ao calor produzido pela decomposição radioactiva no interior rochoso de Plutão, disse ele, acrescentando que o recongelamento lento de um oceano também pode explicar a rede de fraturas vistas na superfície de Plutão.
"O Sputnik Planitia é uma das jóias da coroa de Plutão, e entender sua origem é um quebra-cabeça", disse o pesquisador principal do New Horizons, Alan Stern, do Southwest Research Institute, em Boulder, Colorado. "Estes novos documentos nos levam um passo mais perto de desvendar esse mistério. O que causou o Sputnik a se formar, nada como ele existe em qualquer outro lugar no sistema solar. Trabalhar para entender que vai continuar, mas o que quer que a origem é, uma coisa é certa: a exploração de Plutão criou novos quebra-cabeças para 21 st ciência planetária do século. "
Última Atualização: 01 de dezembro de 2016
Editor: Tricia Talbert