sexta-feira, 9 de setembro de 2016

É oficial: Próxima Missão da NASA a Marte será lançada em 2018

Em dezembro de 2015, tivemos a decepcionante noticia que o lançamento da InSight da NASA, que seria uma missão para investigar as entranhas de Marte, tinha sido adiada para março de 2016 devido a uma falha.
Mas agora temos boas notícias. A NASA deu luz verde para a missão de lançamento em maio de 2018, em meio a algumas preocupações de que a missão pode ser cancelada após o atraso. O cronograma revisto dá a certeza do lançamento da missão, antes de 05 de maio de 2018, chegando a Marte quase sete meses depois, em 26 de Novembro.
InSight (Interior Exploração usando Seismic Investigations Geodésia e transporte de calor) irá estacionar e perfurar 5 metros abaixo da superfície, para medir a temperatura de Marte e estudar a subsuperfície da região. Isto irá aumentar a nossa compreensão não só de Marte, mas também como outros planetas rochosos evoluiram.
A missão foi inicialmente atrasada quando um vazamento de vácuo foi descoberto em um dos seus instrumentos, o Experimento Sísmico para a Estrutura Interior (SEIS), que irá detectar sinais de impactos de meteoritos, e até eventos mais localizados, como tempestades de poeira e deslizamentos de terra. O vazamento fez com que o instrumento teria se tornado inútil em Marte.
“É gratificante saber que estamos a avançar com esta missão importante para nos ajudar a entender melhor as origens de Marte e de todos os planetas rochosos, incluindo a Terra”, disse Geoff Yoder em um comunicado.
Lançamentos a Marte só ocorrem em janelas específicas quando os planetas se alinham para uma viagem mais curta, que ocorre aproximadamente a cada 26 meses, é por isso que a NASA teve de adiar a missão por tanto tempo. Mas, felizmente, esta nova data de lançamento foi aprovada. E esse pode vir a ser um ano movimentado para Marte, com a SpaceX também planejando uma missão, apesar de seu recente acidente como foguete poder complicar as coisas.
A NASA fez notar, porém, que o atraso InSight pode afetar outras missões. O orçamento inicial para a missão foi de US$ 675 milhões, mas este atraso vai adicionar R$ 153,8 milhões, o que pode levar a menos oportunidades para novas missões até 2020.
No entanto, é uma boa notícia para aumentar a nossa compreensão de Marte. Com outro rover da NASA está planejado para 2020, ao lado do rover ExoMars construído na Europa, nós esperamos saber muito mais sobre o Planeta Vermelho, na virada dessa década.
Missão InSight para Marte


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Chega ao fim simulação de um ano de viagem a Marte

Terminou neste domingo no Havaí (EUA) um ano de isolamento para seis cientistas que simularam uma estadia em Marte. Os participantes dessa simulação permaneceram isolados em uma barraca –com dimensão de 11 metros de diâmetro e seis metros de altura– perto do vulcão Mauna Loa. A equipe de trabalho incluiu vários especialistas do âmbito da medicina e da física de diversas nacionalidades.

Para recriar as condições de uma futura viagem ao planeta vermelho, os cientistas dispunham de um sistema de comunicações que funcionava com um atraso de 20 minutos, como o que teriam os colonizadores de Marte. Durante sua experiência, os participantes só puderam acessar o exterior com trajes especiais, assim como precisaram administrar os recursos limitados que tinham à disposição –em um entorno sem vida animal nem vegetal ao redor– e trabalhar para evitar conflitos na convivência.

 Imagem aérea registrada pela equipe de simulação no Havaí.
Imagem aérea registrada pela equipe de simulação no Havaí. ANDREJ STEWART
Essa simulação de uma viagem para outro planeta é a segunda mais longa, depois de um projeto de 520 dias realizado na Rússia. Os responsáveis pela equipe havaiana afirmaram que os participantes estão bem. O programa contou com financiamento da NASA.

A pessoa designada à frente do projeto foi a doutora Kim Binsted, professora da Universidade de Havaí. Vários grupos de pesquisa em escala mundial utilizaram as informações recolhidas durante a simulação para realizar estudos de comportamento. Nesses estudos foram usados métodos de realidade virtual (3D) com a família e os amigos da tripulação para mitigar os efeitos do isolamento, além de análises sobre estresse, entre outros aspectos.

Criações similares foram desenvolvidas na mesma ilha do Pacífico com duração de entre quatro e oito meses. Esse enclave geográfico é ideal, uma vez que o solo que existe ao redor do Mauna Loa é parecido com o que os astronautas encontrariam em Marte. Devido à elevação do terreno, pouco se encontra vida vegetal e os cientistas tiveram que sobreviver sem produtos frescos, como aconteceria em uma viagem ao planeta vermelho. Em janeiro do ano que vem começará uma nova missão simulada de oito meses, com duração aproximadamente até janeiro de 2018.




sábado, 16 de janeiro de 2016

Sonda espacial perdida há mais de 10 anos é encontrada em Marte

RIO - Perdida há mais de uma década, a sonda espacial britânica Beagle 2 foi encontrada em Marte por um satélite da Nasa que orbita em torno do planeta vermelho, informou nesta sexta-feira a agência espacial do Reino Unido.

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Em comunicado, a agência esclareceu que a Beagle-2 “foi encontrada parcialmente implantada na superfície do planeta, acabando com o mistério sobre o que ocorreu com a missão há mais de uma década”.

Na época, os cientistas trataram a missão como um fracasso total. Eles perderam contato com o equipamento quando este se preparava para tocar o solo marciano. Presumiu-se, então, que o robô se despedaçara ao bater no chão. A descoberta da Nasa demonstra que o projeto pousou "com êxito" em Marte no Natal de 2003. A nave foi batizada em homenagem ao barco “Beagle” com o qual o pai da teoria da evolução, Charles Darwin, fez suas pesquisas.

Para que pudesse entrar em funcionamento, Beagle 2 precisava se implantar completamente ao solo, uma vez que era necessária a abertura total dos painéis solares para expor a antena RF, que transmitiria os dados e receberia os comandos da Terra.

“Infelizmente, devido à implantação parcial, não será possível ressuscitar a Beagle 2 e recuperar os dados”, lamentou a agência.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/sonda-espacial-perdida-ha-mais-de-10-anos-encontrada-em-marte-15067605#ixzz4Tahqvmgg 
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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Maior lua de Marte está em processo de destruição, segundo cientistas da Nasa


Fobos, a maior das duas luas de Marte, está sendo vítima da força da gravidade que a aproxima do "planeta vermelho" em um ritmo de dois metros a cada cem anos, o que fará com que acabe se fragmentando em um período de 30 milhões a 50 milhões de anos.

As longas e superficiais fissuras que podem ser vistas em Fobos são possíveis sinais antecipados de uma falha estrutural que acabará por destruí-la, de acordo com um estudo elaborado por cientistas da Nasa e apresentado nesta terça-feira na Reunião Anual da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Astronômica Americana em National Harbor, em Maryland (EUA).

Fobos é a lua que orbita mais perto de Marte - a cerca de 6 mil quilômetros de distância. Além disso, de todas as luas do Sistema Solar, é a que fica mais próxima de um planeta.

"Acreditamos que Fobos já começou a se desintegrar, e o primeiro sinal é a aparição dessas fissuras", disse em comunicado Terry Hurford, que chefiou o estudo e integra o Centro Goddard de Voo Espacial, da Nasa.

Durante muito tempo, acreditava-se que as fissuras em Fobos tinham sido causadas pelo impacto que originou a cratera de Stickney - uma colisão de tamanha magnitude que quase destruiu o satélite.

Mas os novos modelos realizados por Hurford e sua equipe sustentam a ideia de que as fissuras são mais como "sulcos" que surgem quando Fobos se deforma pela atração gravitacional entre ela e Marte, que são as mesmas entre a Terra e a Lua, que produzem as marés nos oceanos.

A explicação de que as falhas de Fobos respondam à força da gravidade exercida por Marte já foi proposta há algumas décadas, quando a nave Viking enviou à Terra imagens do satélite, mas naquele momento pensava-se que sua composição interna tornava impossível que as forças pudessem fraturar um lua sólida desse tamanho.

No entanto, agora acredita-se que o interior de Fobos é uma grande massa de escombros, "que quase não se mantém unida", e cercada de uma camada de fragmentos de rocha em pó com uma espessura de apenas cem metros.

Por isso, os cientistas consideram que essa composição interna de Fobos se pode deformar facilmente e que a camada externa do satélite se comporta de maneira elástica, mas é suficientemente frágil para se romper.

Os cientistas advertiram que Tritão, um dos satélites de Netuno, pode ter o mesmo destino, pois tem marcas similares na superfície.