sábado, 16 de janeiro de 2016

Sonda espacial perdida há mais de 10 anos é encontrada em Marte

RIO - Perdida há mais de uma década, a sonda espacial britânica Beagle 2 foi encontrada em Marte por um satélite da Nasa que orbita em torno do planeta vermelho, informou nesta sexta-feira a agência espacial do Reino Unido.

Veja também

Sonda chinesa é vistoriada por técnicos na MongóliaSonda chinesa contorna a Lua e pousa na Mongólia com sucesso
Rosetta faz selfie com cometaSonda espacial faz 'selfie' com cometa

Evento para despertar a sonda Rosetta no Centro Europeu de Operações Espaciais, na Alemanha
Sonda Rosetta desperta no espaço


Em comunicado, a agência esclareceu que a Beagle-2 “foi encontrada parcialmente implantada na superfície do planeta, acabando com o mistério sobre o que ocorreu com a missão há mais de uma década”.

Na época, os cientistas trataram a missão como um fracasso total. Eles perderam contato com o equipamento quando este se preparava para tocar o solo marciano. Presumiu-se, então, que o robô se despedaçara ao bater no chão. A descoberta da Nasa demonstra que o projeto pousou "com êxito" em Marte no Natal de 2003. A nave foi batizada em homenagem ao barco “Beagle” com o qual o pai da teoria da evolução, Charles Darwin, fez suas pesquisas.

Para que pudesse entrar em funcionamento, Beagle 2 precisava se implantar completamente ao solo, uma vez que era necessária a abertura total dos painéis solares para expor a antena RF, que transmitiria os dados e receberia os comandos da Terra.

“Infelizmente, devido à implantação parcial, não será possível ressuscitar a Beagle 2 e recuperar os dados”, lamentou a agência.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/sonda-espacial-perdida-ha-mais-de-10-anos-encontrada-em-marte-15067605#ixzz4Tahqvmgg 
© 1996 - 2016. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Maior lua de Marte está em processo de destruição, segundo cientistas da Nasa


Fobos, a maior das duas luas de Marte, está sendo vítima da força da gravidade que a aproxima do "planeta vermelho" em um ritmo de dois metros a cada cem anos, o que fará com que acabe se fragmentando em um período de 30 milhões a 50 milhões de anos.

As longas e superficiais fissuras que podem ser vistas em Fobos são possíveis sinais antecipados de uma falha estrutural que acabará por destruí-la, de acordo com um estudo elaborado por cientistas da Nasa e apresentado nesta terça-feira na Reunião Anual da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Astronômica Americana em National Harbor, em Maryland (EUA).

Fobos é a lua que orbita mais perto de Marte - a cerca de 6 mil quilômetros de distância. Além disso, de todas as luas do Sistema Solar, é a que fica mais próxima de um planeta.

"Acreditamos que Fobos já começou a se desintegrar, e o primeiro sinal é a aparição dessas fissuras", disse em comunicado Terry Hurford, que chefiou o estudo e integra o Centro Goddard de Voo Espacial, da Nasa.

Durante muito tempo, acreditava-se que as fissuras em Fobos tinham sido causadas pelo impacto que originou a cratera de Stickney - uma colisão de tamanha magnitude que quase destruiu o satélite.

Mas os novos modelos realizados por Hurford e sua equipe sustentam a ideia de que as fissuras são mais como "sulcos" que surgem quando Fobos se deforma pela atração gravitacional entre ela e Marte, que são as mesmas entre a Terra e a Lua, que produzem as marés nos oceanos.

A explicação de que as falhas de Fobos respondam à força da gravidade exercida por Marte já foi proposta há algumas décadas, quando a nave Viking enviou à Terra imagens do satélite, mas naquele momento pensava-se que sua composição interna tornava impossível que as forças pudessem fraturar um lua sólida desse tamanho.

No entanto, agora acredita-se que o interior de Fobos é uma grande massa de escombros, "que quase não se mantém unida", e cercada de uma camada de fragmentos de rocha em pó com uma espessura de apenas cem metros.

Por isso, os cientistas consideram que essa composição interna de Fobos se pode deformar facilmente e que a camada externa do satélite se comporta de maneira elástica, mas é suficientemente frágil para se romper.

Os cientistas advertiram que Tritão, um dos satélites de Netuno, pode ter o mesmo destino, pois tem marcas similares na superfície.