quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

NASA retoma planos para explorar Marte em 2018

Apesar de todos os cortes orçamentários realizados pelo presidente norte-americano Barack Obama, parece que a NASA decidiu não engavetar o projeto que levará o homem à Marte.

John Grunsfeld, o chefe de ciências da agência espacial, anunciou que o projeto de exploração a Marte passará por uma revisão que deve incluir contribuições tanto do programa espacial humano como da divisão de tecnologia para ajudar em seu financiamento. No próximo mês, um comitê deve começar a desenvolver os conceitos envolvendo a missão, que poderia ocorrer em 2018 ao custo de 700 milhões de dólares.

Por que 2018?

A escolha do ano de 2018 não foi aleatória. Para enviar qualquer nave ao espaço de maneira mais eficiente, é necessário tirar proveito da chamada órbita de transferência. Ela funciona como uma espécie de janela espacial, e, durante esse período, as naves precisam de muito menos impulso para se desviar da órbita terrestre e entrar na órbita do planeta de destino.

No caso da viagem à Marte, é necessário calcular o ponto exato no espaço onde o planeta vermelho se encontrará quando a espaçonave chegar ao seu destino. Essa janela ocorre uma vez a cada dois anos, com uma possibilidade de lançamento supereficiente a cada 16. A janela que deve ocorrer em 2018 é uma dessas supereficientes.


Janela 17 - m45


Fonte: Google Earth

Elon Musk apresenta proposta da SpaceX para colonizar Marte

O Bilionário Elon Musk apresentou, nesta terça-feira (27), uma proposta de sua empresa SpaceX de como seria possível colonizar Marte e tornar viagens entre o planeta vermelho e a Terra viáveis para uma quantidade grande de passageiros. O principal princípio é o de criar uma nave que possa fazer múltiplas viagens de ida e retorno, e ser abastecida no espaço.
A colonização de Marte, na visão da SpaceX, além da criação de uma cidade autossustentável no planeta, teria de incluir formas de produção de combustível para alimentar as espaçonaves que viajarão de um planeta a outro.

Musk apresentou ilustrações e detalhes técnicos da nave reutilizável, batizada de Sistema de Transporte Interplanetário (ITS, na sigla em inglês). O objetivo é chegar a uma viagem com um custo de US$ 200 mil dólares por pessoa, em naves para cem passageiros. Essas naves viajariam a uma velocidade cruzeiro de 100 mil km/h, demorando entre 80 a 150 dias para viajar da Terra a Marte, dependendo da posição dos planetas.

O sistema não serviria apenas para ir a Marte, mas também a outros planetas. A intenção de Musk é tornar a espécie humana "interplanetária". A apresentação aconteceu num evento de astronáutica em Guadalajara, no México.
A SpaceX planeja enviar uma cápsula não tripulada Dragon a Marte em 2018 com o objetivo de preparar o caminho para uma primeira missão tripulada que partiria da Terra em 2024 e chegaria ao planeta vermelho no ano seguinte.

Proeza

Conseguir chegar a Marte, a uma distância média de 225 milhões de quilômetros da Terra, e viver ali exige uma verdadeira proeza da engenharia e um orçamento imenso. "É improvável que (Musk) seja capaz de levar humanos a Marte em 2025", estima John Logsdon, ex-diretor do Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington.

Logsdon lembra que Musk já programou erroneamente lançamentos de foguetes SpaceX e afirma que a empresa teria que se associar com uma agência espacial governamental para levar adiante uma missão como essa. "Em primeiro lugar há o custo. Estamos falando de dezenas de bilhões de dólares e a SpaceX não tem esta quantidade de dinheiro", afirma o especialista.
Mas reconhece que, embora o cronograma de Musk seja ambicioso, "é emocionante que exista alguém com esta visão" e "todos estamos interessados em ver o que tem em mente e como pode apresentar algo convincente".

A agência espacial americana, Nasa, que também estuda os efeitos no corpo humano de um voo espacial prolongado, anunciou seus próprios planos para enviar missões tripuladas a Marte para a década de 2030.


Janela - Fotos de lagos da Sonda Curiosity - mm15



Curiosity fotografa 'esfera' estranha em Marte

Colocada no arquivo de fotos da Curiosity no dia 11 de setembro, a imagem acima retrata uma esfera rochosa em seu canto superior direito. Estima-se que ela tenha cerca de 1cm de raio. Olhando rapidamente, a 'bola' é tão perfeita que até parece uma bolinha de tênis. No entanto, como ninguém deve ter jogado uma partidinha no planeta vermelho (nem mesmo aliens), cientistas acreditam que se trate simplesmente de uma pedra com um formato inusitado.

Mas o que explica o formato da pedra? Um fenômeno chamado "concreção": um acúmulo de material rochoso transportado por líquidos que é considerado responsável pela forma diferente de outras rochas encontradas em Marte. A água arrasta a rocha que vai se desgastando, criando formas de acordo com o fluxo do líquido. Afinal, vale lembrar, há milhões de anos, o planeta era mais úmido - e, quando encontrou a esfera, a Curiosity estava em uma região que, provavelmente, era um antigo lago.


Rover Curiosity

O rover Curiosity, é um veículo do tamanho aproximado de um carro médio destinado a explorar a superfície de Marte como parte da missão Mars Science Laboratory.

Visão em corte do Curiosity com seus instrumentos.
A missão contendo o rover Curiosity teve início com o lançamento, efetuado em 26 de novembro de 2011 a partir da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, tendo pousado com sucesso em Marte, mais precisamente em Aeolis Palus na cratera Gale em 6 de agosto de 2012.[1] Esse ponto de pouso, batizado como Bradbury Landing[2] estava a apenas 1,5 milhas (2,4 quilômetros) do ponto de pouso originalmente previsto, depois de uma jornada de 350 000 000 milhas (560 000 000 quilômetros).[3]




Fonte: Google Earth

Janela - Fotos Sonda Curiosity - mm9 a mm5






Fotos tiradas pela Sonda Curiosity - 2011

Analise do Blogueiro:
As fotos revelam um passado marciano de efeitos causados por sedimentação líquida.
As várias camadas nas rochas indicam movimentos líquidos depositados ao londo do tempo.
Assim como ocorre na terra, em locais como este poderia ser achado fósseis ao meio das placas.