quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Spirit (sonda)

Spirit (MER-A) foi um veículo de exploração espacial não tripulado, cuja missão era estudar o planeta Marte, permanecendo ativo de 2004 a 2010. Foi um dos veículos projetados pela NASA para o Programa Mars Exploration Rovers. Pousou com sucesso em Marte em 3 de janeiro de 2004, três semanas antes do outro veículo, Opportunity (MER-B). Seu nome foi escolhido em uma competição estudantil promovida pela NASA. O robô ficou preso durante o seu trajeto em 2009 e perdeu contato com o Centro de Controle da missão em 22 de março de 2010.
O robô atingiu o tempo planejado para a missão, mas continuou em atividade por mais de vinte vezes o tempo inicial, devido ao excelente condicionamento de seus sistemas. Além disso, o robô percorreu cerca de 7,7 km, ao invés do 1 km que era esperado no início da missão, permitindo uma investigação geológica mais extensa e completa que o previsto.
O Spirit continuou a realizar suas tarefas até 22 de março de 2010, quando a comunicação foi interrompida. O JPL tentou restabelecer a comunicação até 24 de maio de 2011, quando a Nasa anunciou que os esforços para se comunicar com o rover sem resposta tinham terminado. A despedida formal foi planejada na sede da Nasa após o feriado do Memorial Day e foi televisionada pela NASA TV.



Janela 2 - Fotos - m1


Fonto: Google Earth
Missão Spirit - Foto panorama caminho para Bonneville

Janela 1 - Fotos - m33


Fonte: Google Earth
Foto tirada na missão Spirit da Nasa de 2004 a 2010.

Planeta Marte

Marte é o quarto planeta a partir do Sol, o segundo menor do Sistema Solar. Batizado em homenagem ao deus romano da guerra, muitas vezes é descrito como o "Planeta Vermelho", porque o óxido de ferro predominante em sua superfície lhe dá uma aparência avermelhada.[1]
Marte é um planeta rochoso com uma atmosfera fina, com características de superfície que lembram tanto as crateras de impacto da Lua quanto vulcões, vales, desertos e calotas polares da Terra. O período de rotação e os ciclos sazonais de Marte são também semelhantes aos da Terra, assim como é a inclinação que produz as suas estações do ano. Marte é o lar do Monte Olimpo, a segunda montanha mais alta conhecida no Sistema Solar (a mais alta em um planeta), e do Valles Marineris, um desfiladeiro gigantesco. A suave Bacia Polar Norte, no hemisfério norte marciano, cobre cerca de 40% do planeta e pode ser uma enorme marca de impacto.[2][3] Marte tem duas luas conhecidas, Fobos e Deimos, que são pequenas e de forma irregular. Estas luas podem ser asteroides capturados,[4][5] semelhante ao 5261 Eureka, um asteroide troiano marciano.
Marte está sendo explorado por oito espaçonaves atualmente: seis em órbita — Mars OdysseyMars ExpressMars Reconnaissance OrbiterMars Atmosphere and Volatile Evolution Missile – MAVENMars Orbiter Mission e ExoMars Trace Gas Orbiter — e duas na superfície — Mars Exploration Rover Opportunity e Mars Science Laboratory Curiosity. Entre as espaçonaves desativadas que estão na superfície marciana estão a sonda Spirit e várias outras sondas e rovers, como a Phoenix, que completou sua missão em 2008. As observações feitas pela sonda Mars Reconnaissance Orbiter revelaram a possibilidade de que exista água corrente no planeta durante os meses mais quentes.[6] Em 2013, o rover Curiosity da NASA descobriu que o solo de Marte contém entre 1,5% e 3% de água em sua massa (cerca de 33 litros de água por metro cúbico, embora não esteja acessível por estar ligada a outros compostos).[7] Marte pode ser facilmente visto da Terra a olho nu, assim como a sua coloração avermelhada. Sua magnitude aparente atinge -3,0[8] e é superada apenas por JúpiterVênusLua e Sol. Telescópios ópticos baseados em terra estão tipicamente limitados à resolução de acidentes geográficos maiores que 300 km quando a Terra e Marte estão mais próximos, devido à atmosfera terrestre.[9]
Até o primeiro voo bem-sucedido sobre Marte feito em 1965 pela Mariner 4, muitos especulavam sobre a presença de água em estado líquido na superfície do planeta. Isto era baseado em variações periódicas observadas em manchas claras e escuras, particularmente nas latitudes polares, que se pareciam com mares e continentes; faixas escuras e longas foram interpretadas por alguns como canais de irrigação para a água líquida. Estas características foram mais tarde explicadas como ilusões de ótica, apesar de evidências geológicas recolhidas por missões não tripuladas sugerirem que Marte já teve uma cobertura de água de grande escala em sua superfície.[10] Em 2005, dados de radar revelaram a presença de grandes quantidades de gelo de água nos polos[11] e em latitudes médias.[12][13] A sonda robótica Spirit coletou amostras de compostos químicos que continham moléculas de água em março de 2007, enquanto a sonda Phoenix encontrou amostras de gelo no solo marciano raso em julho de 2008.[14] Em setembro de 2015, cientistas da NASA anunciaram a descoberta de córregos sazonais com água em estado líquido na superfície do planeta com base em dados do Mars Reconnaissance Orbiter.[15]

Planeta Marte - Foto Satélite Nasa

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Cronograma da missão Spirit

Cronograma da missão Spirit[editar | editar código-fonte]

1) No dia 10 de junho de 2003, o robô geológico Spirit partiu da Terra a bordo de um foguete Delta II, da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, no estado da Flórida, numa viagem de sete meses rumo a Marte. Foi o primeiro lançamento, dos dois programados, para levar veículos exploradores semi-autônomos a Marte.
Após o lançamento, os controladores de voo do Laboratório de Jato Propulsão (JPL) da NASA em Pasadena, no estado da Califórnia, assumiram o controle da missão.
2) Em 12 de junho de 2003, com a separação do terceiro estágio do foguete Delta II, a rotação da nave era de 12,03 rotações por minuto. Agora retrofoguetes foram acionados e reduziram a sua rotação para 2 rotações por minuto. Desta forma a nave passou a monitorizar os céus a procura de estrelas, para balizar a sua trajetória.
3) Em 20 de junho de 2003, a velocidade da nave é acelerada para a velocidade de 32,22 km/s em relação ao Sol.
4) No dia 4 de janeiro de 2004 (4:35 UTC), após uma viagem de 487 milhões de quilômetros, o Spirit aterrissa dentro da gigantesca Cratera de Gusev. O veículo pousa dentro de uma área programada pela NASA, em forma de elipse de 62 km de comprimento por 3 km de largura.
Ainda no espaço, a nave se divide em duas partes. Uma estrutura em forma de cone, inicia o seu mergulho em direção a Marte. Sua velocidade diminui muito devido ao atrito com a atmosfera. Pouco antes de chegar ao solo, os paraquedas são abertos e retrofoguetes são acionados, para diminuir ainda mais a velocidade de queda.
Pouco depois o escudo térmico é liberado, com o aterrissador ainda preso ao paraquedas, inicia-se o enchimento dos airbags.
Inflados o aterrissador se desprende do para-quedas e se lança em direção ao solo de Marte.
Após a sua imobilização, os airbags desinflaram e se abriram como as pétalas de uma rosa. A posição da base módulo de pouso ficou quase paralela ao chão e devido a presença dos airbags em sua frente, a NASA optou em fazer rodar o Spirit em 90º e descer lateralmente de sua base, assim que o veículo completar os seus testes e se liberta de suas amarras.
O sinais de rádio levaram aproximadamente 10 minutos para chegarem a Terra e enviaram as primeiras fotos das vizinhanças do local de pouso do Spirit.
A sonda pousa em um terreno ondulado, repleto de pequenas pedras, com diversos bancos de areias e rochas aflorando no solo arenoso da Cratera de Gusev.
5) No dia 13 de janeiro de 2004 a NASA, baseada em fotos obtidas da sonda orbital Odyssey (Mars Odyssey orbiter), decide que o Spirit visitará uma grande cratera situado próximo ao local de pouso e depois se deslocará em direção a um grupo de colinas, um pouco mais distante. O veículo gera os esperados 900 watt-horas de energia por dia.
6) No dia 15 de janeiro de 2004, 11 dias após o pouso, o veículo após um lento processo de verificação, de desconexão de sua base, de liberação de suas seis rodas e de seu erguimento; o Spirit finalmente abandona a sua base de descida em Marte e inicia a caminhada pelo solo de Marte.
7) Do dia 21 de janeiro até o dia 23 de janeiro, houve problemas de comunicação com o veículo Spirit. Temia-se que problemas com o hardware pude-se prejudicar o andamento da missão e a situação foi considerada crítica. Posteriormente constatou-se que a memória flash do veículo havia sido corrompida, provavelmente durante sua viagem a Marte. Desta forma a memória foi toda reformatada e as comunicações com o veículo ficaram normalizadas.
Flash é um tipo de memória regravável, usando em muitos equipamentos eletrônicos como câmeras fotográficas digitais, que mantém a informação mesmo depois de desligadas.
8) Em 27 de janeiro, a NASA baseado em fotos coloridas das vizinhanças do local de pouso do Spirit, nomeia três colinas com os nomes dos tripulantes da missão Apollo 1, que morreram em um incêndio, quando estavam dentro da cápsula, em testes de pré-lançamento.
9) Em 29 de janeiro, o veículo Spirit retorna lentamente com suas pesquisas, a medida que a equipe de Terra se certifica que os problemas do veículo eram apenas corrupção dos dados da memória flash. Em 1 de fevereiro, a NASA finalmente dá o sinal verde ao Spirit para continuar suas pesquisas.
Imagem da rocha marciana Adirondack
10) A primeira rocha que o Spirit analisou foi denominada de Adirondack. Ela era do tamanho de uma bola de futebol. Em 6 de fevereiro, o Spirit com o auxílio da ferramenta de abrasão (RAT), efetuou a primeira abrasão em uma rocha de Marte, limando uma área de 45.5 milímetros de diâmetro.
Imagem em falsa cor de Mimi
11) Imagens coloridas tiradas pela câmara panorâmica do Mars Exploration Rover Spirit no dia 13 de fevereiro é centrado em uma rocha extraordinariamente esquisita chamada Mimi. Ela é apenas um dos muitos recursos na área conhecida como Pedra do Conselho, mas parece muito diferente de qualquer rocha que os cientistas viram no local da cratera Gusev até agora. A aparência escamosa de Mimi leva os cientistas a uma série de hipóteses. Mimi poderia ter sido submetida a pressões, quer através do sepultamento ou impacto, ou pode ter sido uma duna que foi cimentada em camadas, um processo que às vezes envolve a ação da água.
12) Em 11 de março o Spirit atinge a borda de uma grande cratera chamada Bonneville com cerca de 200 metros e um piso com aproximadamente 10 metros abaixo da superfície. A JPL decidiu que seria um risco enviar o rover para dentro da cratera, já que não avistaram alvos de interesse. Dirigiram então o Spirit ao longo da borda sul e continuaram a sudoeste em direção à Columbia Hills (Montes Columbia).
13) Após passar ao largo da crateras Missoula, não considerada alvo proritário por apresentar rochas antigas em seu interior, e Lahontan, onde dunas de áreia solta próximas apresentaram um risco desconhecido para a capacidade de tração das rodas do rover, o Spirit chega em junho de 2004 (Sol 159) ao primeiro de muitos alvos na base das Colinas Columbia chamado West Spur. Exames realizados na Cavidade de Hank em uma rocha denominada "Pot of Gold", em 25 de junho detectaram a presença hematita, sugerindo um passado aquoso de Marte.
Ainda nas Colinas Columbia foi examinada, em 5 de agosto de 2004, uma rocha denominada Clovis localizada no afloramento rochoso denominado Longhorn na Colina Husband. Este afloramento chamou a atenção dos cientistas pelo fato de ter uma aparência arredondada, sem os habituais cantos e linhas retas das demais rochas basálticas e vulcânicas que cobrem o piso da Cratera de Gusev.
14) Em 12 de março de 2005 membros da missão de monitoramento do robô Spirit relataram o registro da passagem de redemoinhos de poeira, anteriormente havia apenas registros fotográficos obtidos pela sonda Pathfinder.

Vídeo de um redemoinho de poeira em Marte, fotografado pelo Spirit. O contador no canto inferior esquerdo indica o tempo em segundos após a primeira foto ser tirada na seqüência. No frame final, pode-se ver que o redemoinho deixou um rastro na superfície marciana. Outros três redemoinhos também aparecem em segundo plano.

Em janeiro de 2009 a NASA celebrou o 5º aniversário da missão, que tinha prazo de duração de apenas três meses. Ao longo deste período foram enviadas pelos robôs mais de 250.000 imagens do planeta.

Em Abril de 2009 o Spirit ficou preso numa armadilha de areias moles batizada de Troy (Tróia). Todos os esforços para o desatolar, através do sistema de controlo remoto, fracassaram. A última tentativa, a 26 de Dezembro de 2009, acabou mesmo por afundá-lo mais nas areias moles.
Em 22 de março de 2010 as comunicações com o veículo foram interrompidas. O contato não foi recuperado e em 25 de maio de 2011 a missão foi encerrada. Apesar dos problemas enfrentados, foi uma das missões mais bem sucedidas da NASA. A Spirit percorreu 7,73 km no total, mais de 12 vezes a distância que havia sido planejada, pesquisou mais de cem rochas através do seu espectrômetro e microscópio e enviou à Terra mais de 124 mil imagens.[1]


Atmosfera de Marte

Marte é o quarto planeta do sistema solar , e sua atmosfera é muito diferente da Terra . Recentemente, tem havido um interesse crescente no estudo da composição através da detecção de pequenas quantidades de metano , o que pode indicar a existência de alguma forma de vida . A atmosfera é composto principalmente por dióxido de carbono (95%), azoto (3%) e árgon (1,6%), e contém vestígios de oxigénio , água e metano .
A atmosfera de Marte é luz, e a pressão atmosférica na superfície varia de 30 Pa (0,03 kPa) na cimeira de Mount Olympus mais de 1155 Pa (1.155 kPa) nas depressões de Hellas Planitia , com uma pressão média a superfície de 600 Pa (0,600kPa), em comparação com 101.300 pressão Pa (101,3 kPa) terra. No entanto, a espessura da atmosfera de Marte é cerca de 11 km, ficando acima da Terra, que é de 6 km. A atmosfera de Marte é muito pó, dando o céu de Marte uma cor amarelada quando visto a partir da superfície. Os dados transmitidos pelos veículos Mars sondas de exploração indicam que as partículas em suspensão é de cerca de 1,5 micrómetros.
Não é uma perda contínua da atmosfera escapa para o espaço. Ele estima que a cada segundo mais de 100 gramas de atmosfera está perdido. 1




Estrutura editar ]

A atmosfera de Marte é composto das seguintes camadas:
  • baixa atmosfera: É aquecimento quente devido à poeira suspensa e do solo.
  • atmosfera média: Marte tem uma jetstream fluindo nesta região.
  • atmosfera superior, ou termosfera: Esta região tem temperaturas muito altas causadas pelo calor do sol. A este nível, os gases começam a separar-se uns aos outros em vez de misturar, como na baixa atmosfera.
  • Exosphere: de 200 km ou mais. Esta região é onde não são os últimos bits da atmosfera que é misturado com o espaço exterior . Não é nenhum limite clara, mas os gases estão a tornar-se progressivamente menos densas.

Composição editar ]

O dióxido de carbono editar ]

O principal componente da atmosfera de Marte é dióxido de carbono (CO 2 ). Cada pólo permanece em um período de escuridão contínua durante o inverno do hemisfério , que resfria a superfície de tal forma que 25% das emissões de CO 2 na atmosfera se condensa em forma (sólido gelo seco ) formando uma camada de gelo no os pólos. Quando o polo é novamente exposta à luz solar durante o verão de Marte, sublima-se o CO 2 congelado, voltar para a atmosfera. Este processo leva a uma grande variação na pressão atmosférica e composição em torno dos pólos de Marte, mas seu nível é muito baixo para causar um efeito estufa e aquecendo a atmosfera do planeta.

Argon editar ]

A atmosfera de Marte é consideravelmente enriquecida com o gás nobre argônio , especialmente em comparação com outras atmosferas de outros planetas no sistema solar. Ao contrário de dióxido de carbono, árgon, não solidificar , de modo que a quantidade total de árgon na atmosfera é constante. No entanto, as concentrações locais pode variar devido a o fluxo de dióxido de carbono a partir de um lugar para outro. Os dados mais recentes de satélite mostra um aumento de argônio na atmosfera sobre o Pólo Sul, no Outono de Marte, que se dissipa na primavera seguinte.

Água editar ]

Outros aspectos da atmosfera de Marte pode variar significativamente. Com a sublimação do dióxido de carbono durante o verão Marte aparecem vestígios de água . rajadas de vento sazonais varrer os pólos a uma velocidade de cerca de 400 km / h. Essas tempestades sazonais que arrastam grandes quantidades de vapor de água e poeira que formam a geada e nuvens tipo cirrus semelhantes aos da Terra . Essas nuvens de água congelada foram fotografadas pela Opportunity em 2004 .

Perda da atmosfera editar ]

A atmosfera de Marte escapa lentamente - mas - em forma externa continuously- espaço ao longo do tempo. A principal causa desta fuga é o vento solar . Na ausência de um campo magnético significativa, as partículas carregadas electricamente vento solares penetram a atmosfera. O magnetismo destas partículas interage com os iões da atmosfera e dar aceleração suficiente para alcançar algum a velocidade de escape e deixar o planeta. Também eles atacam partículas neutras, dando também uma aceleração semelhante em alguns casos. Em 2015, a sonda espacial PERITO mediu a taxa de perda da atmosfera, eo resultado foi que cada segundo escapa para o espaço exterior mais de 100 gramas da atmosfera marciana, sendo entre 10 e 20 vezes maior durante explosões solares . 1