quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Cientista determina que minhocas podem viver em Marte

O biólogo holandês, líder de uma equipe científica da Universidade de Wageningen (Holanda), descobriu que minhocas podem se reproduzir em solo marciano.
Os cientistas conseguiram fazer com que estas criaturas, vitais para sobrevivência de qualquer ecossistema, fossem multiplicadas em um simulador de solo marciano, desenvolvido pela Nasa, segundo um artigo publicado na revista Science Daily, citado pelo RT.
Especialistas colocaram minhocas no simulador e, depois de um tempo, um par de exemplares jovens nasceu.
Experimentos deste tipo são cruciais para determinar se o ser humano pode ou não viver no Planeta Vermelho.
Cientistas estimam que minhocas vão ser um elemento-chave para alimentar seres humanos em Marte no futuro, bem como para propiciar um ecossistema agrícola sustentável, pois vermes destroem e reciclam matéria orgânica morta.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Cientistas encontram vida no espaço fora da Estação Espacial

Nesta segunda-feira (27), a agência de notícias russa TASS divulgou que cosmonautas do país encontraram bactérias vivendo no lado externo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Atualmente, os micro-organismos estão sendo estudados na Terra, de onde elas provavelmente vieram – não, elas não parecem ser alienígenas.
Porém, ninguém sabe exatamente como elas foram parar no casco da ISS e nem como sobreviveram no espaço. As bactérias foram coletadas com auxílio de cotonetes, sendo que elas não estavam ali quando as partes da ISS foram enviadas ao espaço. Acredita-se que, de alguma maneira, elas tenham migrado de tablets e outros materiais durantes caminhadas espaciais.
“Acontece que, de alguma forma, esses cotonetes revelaram bactérias que estavam ausentes durante o lançamento do módulo russo da ISS. Ou seja, elas vieram do espaço exterior e se estabeleceram ao longo da superfície da estação. Agora elas estão sendo estudadas, mas parece que não representam perigo”, disse o astronauta russo Anton Shkaplerov.
Ainda que não sejam seres alienígenas, a existência de bactérias sobrevivendo no vácuo espacial é impressionante, já a amplitude térmica da ISS é gigantesca, podendo ir de -157 °C, no lado escuro, até 121 °C, no lado que recebe os raios solares! Além disso, se realmente forem bactérias terrestres, elas estão a mais de 400 km acima da superfície do planeta.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Organismo dos astronautas que viverem em Marte sofrerá mais do que imaginamos

Por enquanto, a ida do ser humano à Marte é algo que está em fase de planejamento e desenvolvimento, mas tanto a NASA quanto a SpaceX já vêm estudando o quanto a jornada de 200 dias até que os astronautas cheguem o Planeta Vermelho impactará no organismo humano, bem como o que acontecerá com seus corpos depois que estiverem vivendo por lá. E esses danos podem ser maiores do que imaginamos.

Questões como atrofia muscular, perda de estrutura óssea, alta pressão intra-craniana, alta exposição à radiação e problemas psicológicos são algumas das preocupações. Para contornar esses problemas, a NASA vem trabalhando com parceiros em ideias como a de uma espécie de hibernação espacial, bem como habitações marcianas em cavernas protegidas. "Há muitos desafios que nos impedem de chegar lá em um estado saudável", declarou John Bradford, chefe de operações da Spaceworks. Ele é a favor desse estado de hibernação durante a viagem dos astronautas.

A hibernação traz também benefícios psicossociais, já que não se pode entrar em depressão enquanto dorme, além de promover uma redução da pressão intra-crianiana e abrir possibilidade para que seja feita uma espécie de eletroestimulação a fim de reduzir a atrofia muscular e perda óssea, sem que os astronautas sintam dor ou desconforto.

Além disso, a hibernação também pode colaborar para com a redução de gastos com suprimentos alimentares, reduzindo, ainda, os níveis de energia utilizados. Isso porque, durante a hibernação, a temperatura corporal seria reduzida de 37ºC para algo entre 32 e 34ºC. Mas os astronautas entrariam nesse estado de hibernação por duas semanas, acordando por alguns dias para retomar suas funções corporais, e repetindo o processo até chegar a seu destino. Isso representa outros perigos, já que será necessária uma sedação de longo prazo, nutrição e hidratação, além de eliminação de resíduos e controle contínuo de temperatura.

Passada essa fase, chega o momento de viver em Marte, o que trará outros problemas ao corpo humano. De acordo com Laura Kerber, da NASA, "alguns dos maiores desafios são o ambiente de alta pressão, que requer um traje espacial volumoso e pressurizado, além das temperaturas extremamente frias à noite". A agência espacial já vem trabalhando na criação de trajes mais leves para que a locomoção seja possível.

Ainda, a radiação é outro problema para os astronautas que colonizarem Marte, já que o planeta não conta com um campo magnético de proteção como temos aqui na Terra. Outros desafios envolvem a gravidade marciana, que é de um terço da terrestre, e também é preciso saber mais sobre a poeira do planeta para descobrir o quão seguro seria respirá-la acidentalmente, ou, ainda, o que aconteceria com seu contato na nossa pele.

O robô Curiosity, que vem explorando a superfície de Marte há alguns anos, vem estudando questões como radiação, atmosfera e geologia do Planeta Vermelho, mas ainda há muito o que a NASA não conhece para que as futuras missões tripuladas sejam bem-sucedidas no que diz respeito à integridade física dos corajosos astronautas.



Fonte: Engadget